sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br. Só de literatura portuguesa são 732 obras!
·Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de AssisOu a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais...

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
 
Não podemos perder esta biblioteca digital.
Abraços:
 
LIVROS EM PDF
305 Livros grátis ( Isso vale a pena repassar )

É só clicar no título para ler ou imprimir...

1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
3. Poemas de Fernando Pessoa -Fernando Pessoa
4. Dom Casmurro -Machado de Assis
5. Cancioneiro -Fernando Pessoa
6. Romeu e Julieta -William Shakespeare
7. A Cartomante -Machado de Assis
8. Mensagem -Fernando Pessoa
9. A Carteira -Machado de Assis
10. A Megera Domada -William Shakespeare
11. A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca -William Shakespeare
12. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
13. O Eu profundo e os outros Eus. -Fernando Pessoa
14. Dom Casmurro -Machado de Assis
15.. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
16. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
17. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
18. A Carta -Pero Vaz de Caminha
19. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
20. Macbeth -William Shakespeare
21. Este mundo da injustiça globalizada -José Saramago
22. A Tempestade -William Shakespeare
23. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
24. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
25. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
26. A Carta de Pero Vaz de Caminha -Pero Vaz de Caminha
27. O Guardador de Rebanhos -Fernando Pessoa
28. O Mercador de Veneza -William Shakespeare
29. A Esfinge sem Segredo -Oscar Wilde
30. Trabalhos de Amor Perdidos -William Shakespeare
31. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
32. A Mão e a Luva -Machado de Assis
33. Arte Poética -Aristóteles
34. Conto de Inverno -William Shakespeare
35. Otelo, O Mouro de Veneza -William Shakespeare
36. Antônio e Cleópatra -William Shakespeare
37. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
38. A Metamorfose -Franz Kafka
39. A Cartomante -Machado de Assis
40. Rei Lear -William Shakespeare
41. A Causa Secreta -Machado de Assis
42. Poemas Traduzidos -Fernando Pessoa
43. Muito Barulho Por Nada -William Shakespeare
44. Júlio César -William Shakespeare
45. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
46. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
47. Cancioneiro -Fernando Pessoa
48. Catálogo de Autores Brasileiros com a Obra em Domínio Público -Fundação Biblioteca Nacional
49. A Ela -Machado de Assis
50. O Banqueiro Anarquista -Fernando Pessoa

51. Dom Casmurro -Machado de Assis
52. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
53. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
54. Adão e Eva -Machado de Assis
55. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
56. A Chinela Turca -Machado de Assis
57. As Alegres Senhoras de Windsor -William Shakespeare
58. Poemas Selecionados -Florbela Espanca
59. As Vítimas-Algozes -Joaquim Manuel de Macedo
60. Iracema -José de Alencar
61. A Mão e a Luva -Machado de Assis
62. Ricardo III -William Shakespeare
63. O Alienista -Machado de Assis
64. Poemas Inconjuntos -Fernando Pessoa
65. A Volta ao Mundo em 80 Dias -Júlio Verne
66. A Carteira -Machado de Assis
67. Primeiro Fausto -Fernando Pessoa
68. Senhora -José de Alencar
69. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
70. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
71. A Mensageira das Violetas -Florbela Espanca
72. Sonetos -Luís Vaz de Camões
73. Eu e Outras Poesias -Augusto dos Anjos
74. Fausto -Johann Wolfgang von Goethe
75. Iracema -José de Alencar
76. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
77. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
78. O Guarani -José de Alencar
79. A Mulher de Preto -Machado de Assis
80. A Desobediência Civil -Henry David Thoreau
81. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
82. A Pianista -Machado de Assis
83. Poemas em Inglês -Fernando Pessoa
84. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
85. A Herança -Machado de Assis
86. A chave -Machado de Assis
87. Eu -Augusto dos Anjos
88. As Primaveras -Casimiro de Abreu
89. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
90. Poemas de Ricardo Reis -Fernando Pessoa
91. Quincas Borba -Machado de Assis
92. A Segunda Vida -Machado de Assis
93. Os Sertões -Euclides da Cunha
94. Poemas de Álvaro de Campos -Fernando Pessoa
95. O Alienista -Machado de Assis
96. Don Quixote. Vol. 1 -Miguel de Cervantes Saavedra
97. Medida Por Medida -William Shakespeare
98. Os Dois Cavalheiros de Verona -William Shakespeare
99. A Alma do Lázaro -José de Alencar

100. A Vida Eterna -Machado de Assis
101. A Causa Secreta -Machado de Assis
102. 14 de Julho na Roça -Raul Pompéia
103. Divina Comedia -Dante Alighieri
104. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
105. Coriolano -William Shakespeare
106. Astúcias de Marido -Machado de Assis
107. Senhora -José de Alencar
108. Auto da Barca do Inferno -Gil Vicente
109. Noite na Taverna -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
110. Memórias Póstumas de Brás Cubas -Machado de Assis
111. A 'Não-me-toques' ! -Artur Azevedo
112. Os Maias -José Maria Eça de Queirós
113. Obras Seletas -Rui Barbosa
114. A Mão e a Luva -Machado de Assis
115. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
116. Aurora sem Dia -Machado de Assis
117. Édipo-Rei -Sófocles
118. O Abolicionismo -Joaquim Nabuco
119. Pai Contra Mãe -Machado de Assis
120. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
121. Tito Andrônico -William Shakespeare
122. Adão e Eva -Machado de Assis
123. Os Sertões -Euclides da Cunha
124. Esaú e Jacó -Machado de Assis
125. Don Quixote -Miguel de Cervantes
126. Camões -Joaquim Nabuco
127. Antes que Cases -Machado de Assis
128. A melhor das noivas -Machado de Assis
129. Livro de Mágoas -Florbela Espanca
130. O Cortiço -Aluísio de Azevedo
131. A Relíquia -José Maria Eça de Queirós
132. Helena -Machado de Assis
133. Contos -José Maria Eça de Queirós
134. A Sereníssima República -Machado de Assis
135. Iliada -Homero
136. Amor de Perdição -Camilo Castelo Branco
137. A Brasileira de Prazins -Camilo Castelo Branco
138. Os Lusíadas -Luís Vaz de Camões
139. Sonetos e Outros Poemas -Manuel Maria de Barbosa du Bocage
140. Ficções do interlúdio: para além do outro oceano de Coelho Pacheco. -Fernando Pessoa
141. Anedota Pecuniária -Machado de Assis
142. A Carne -Júlio Ribeiro
143. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
144. Don Quijote -Miguel de Cervantes
145. A Volta ao Mundo em Oitenta Dias -Júlio Verne
146. A Semana -Machado de Assis
147. A viúva Sobral -Machado de Assis
148. A Princesa de Babilônia -Voltaire
149. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves

150. Catálogo de Publicações da Biblioteca Nacional -Fundação Biblioteca Nacional
151. Papéis Avulsos -Machado de Assis
152. Eterna Mágoa -Augusto dos Anjos
153. Cartas D'Amor -José Maria Eça de Queirós
154. O Crime do Padre Amaro -José Maria Eça de Queirós
155. Anedota do Cabriolet -Machado de Assis
156. Canção do Exílio -Antônio Gonçalves Dias
157. A Desejada das Gentes -Machado de Assis
158. A Dama das Camélias -Alexandre Dumas Filho
159. Don Quixote. Vol. 2 -Miguel de Cervantes Saavedra
160. Almas Agradecidas -Machado de Assis
161. Cartas D'Amor - O Efêmero Feminino -José Maria Eça de Queirós
162. Contos Fluminenses -Machado de Assis
163. Odisséia -Homero
164. Quincas Borba -Machado de Assis
165. A Mulher de Preto -Machado de Assis
166. Balas de Estalo -Machado de Assis
167. A Senhora do Galvão -Machado de Assis
168. O Primo Basílio -José Maria Eça de Queirós
169. A Inglezinha Barcelos -Machado de Assis
170. Capítulos de História Colonial (1500-1800) -João Capistrano de Abreu
171. CHARNECA EM FLOR -Florbela Espanca
172. Cinco Minutos -José de Alencar
173. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
174. Lucíola -José de Alencar
175. A Parasita Azul -Machado de Assis
176. A Viuvinha -José de Alencar
177. Utopia -Thomas Morus
178. Missa do Galo -Machado de Assis
179. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
180. História da Literatura Brasileira: Fatores da Literatura Brasileira -Sílvio Romero
181. Hamlet -William Shakespeare
182. A Ama-Seca -Artur Azevedo
183. O Espelho -Machado de Assis
184. Helena -Machado de Assis
185. As Academias de Sião -Machado de Assis
186. A Carne -Júlio Ribeiro
187. A Ilustre Casa de Ramires -José Maria Eça de Queirós
188. Como e Por Que Sou Romancista -José de Alencar
189. Antes da Missa -Machado de Assis
190. A Alma Encantadora das Ruas -João do Rio
191. A Carta -Pero Vaz de Caminha
192. LIVRO DE SÓROR SAUDADE -Florbela Espanca
193. A mulher Pálida -Machado de Assis
194. Americanas -Machado de Assis
195. Cândido -Voltaire
196. Viagens de Gulliver -Jonathan Swift
197. El Arte de la Guerra -Sun Tzu
198. Conto de Escola -Machado de Assis
199. Redondilhas -Luís Vaz de Camões

200. Iluminuras -Arthur Rimbaud
201. Schopenhauer -Thomas Mann
202. Carolina -Casimiro de Abreu
203. A esfinge sem segredo -Oscar Wilde
204. Carta de Pero Vaz de Caminha. -Pero Vaz de Caminha
205. Memorial de Aires -Machado de Assis
206. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
207. A última receita -Machado de Assis
208. 7 Canções -Salomão Rovedo
209. Antologia -Antero de Quental
210. O Alienista -Machado de Assis
211. Outras Poesias -Augusto dos Anjos
212. Alma Inquieta -Olavo Bilac
213. A Dança dos Ossos -Bernardo Guimarães
214. A Semana -Machado de Assis
215. Diário Íntimo -Afonso Henriques de Lima Barreto
216. A Casadinha de Fresco -Artur Azevedo
217. Esaú e Jacó -Machado de Assis
218. Canções e Elegias -Luís Vaz de Camões
219. História da Literatura Brasileira -José Veríssimo Dias de Matos
220. A mágoa do Infeliz Cosme -Machado de Assis
221. Seleção de Obras Poéticas -Gregório de Matos
222. Contos de Lima Barreto -Afonso Henriques de Lima Barreto
223. Farsa de Inês Pereira -Gil Vicente
224. A Condessa Vésper -Aluísio de Azevedo
225. Confissões de uma Viúva -Machado de Assis
226. As Bodas de Luís Duarte -Machado de Assis
227. O LIVRO D'ELE -Florbela Espanca
228. O Navio Negreiro -Antônio Frederico de Castro Alves
229. A Moreninha -Joaquim Manuel de Macedo
230. Lira dos Vinte Anos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
231. A Orgia dos Duendes -Bernardo Guimarães
232. Kamasutra -Mallanâga Vâtsyâyana
233. Triste Fim de Policarpo Quaresma -Afonso Henriques de Lima Barreto
234. A Bela Madame Vargas -João do Rio
235. Uma Estação no Inferno -Arthur Rimbaud
236. Cinco Mulheres -Machado de Assis
237. A Confissão de Lúcio -Mário de Sá-Carneiro
238. O Cortiço -Aluísio Azevedo
239. RELIQUIAE -Florbela Espanca
240. Minha formação -Joaquim Nabuco
241. A Conselho do Marido -Artur Azevedo
242. Auto da Alma -Gil Vicente
243. 345 -Artur Azevedo
244. O Dicionário -Machado de Assis
245. Contos Gauchescos -João Simões Lopes Neto
246.. A idéia do Ezequiel Maia -Machado de Assis
247. AMOR COM AMOR SE PAGA -França Júnior
248. Cinco minutos -José de Alencar
249. Lucíola -José de Alencar

250. Aos Vinte Anos -Aluísio de Azevedo
251. A Poesia Interminável -João da Cruz e Sousa
252. A Alegria da Revolução -Ken Knab
253. O Ateneu -Raul Pompéia
254. O Homem que Sabia Javanês e Outros Contos -Afonso Henriques de Lima Barreto
255. Ayres e Vergueiro -Machado de Assis
256. A Campanha Abolicionista -José Carlos do Patrocínio
257. Noite de Almirante -Machado de Assis
258. O Sertanejo -José de Alencar
259. A Conquista -Coelho Neto
260. Casa Velha -Machado de Assis
261. O Enfermeiro -Machado de Assis
262. O Livro de Cesário Verde -José Joaquim Cesário Verde
263. Casa de Pensão -Aluísio de Azevedo
264. A Luneta Mágica -Joaquim Manuel de Macedo
265. Poemas -Safo
266. A Viuvinha -José de Alencar
267. Coisas que Só Eu Sei -Camilo Castelo Branco
268. Contos para Velhos -Olavo Bilac
269. Ulysses -James Joyce
270. 13 Oktobro 1582 -Luiz Ferreira Portella Filho
271. Cícero -Plutarco
272. Espumas Flutuantes -Antônio Frederico de Castro Alves
273. Confissões de uma Viúva Moça -Machado de Assis
274. As Religiões no Rio -João do Rio
275. Várias Histórias -Machado de Assis
276. A Arrábida -Vania Ribas Ulbricht
277. Bons Dias -Machado de Assis
278. O Elixir da Longa Vida -Honoré de Balzac
279. A Capital Federal -Artur Azevedo
280. A Escrava Isaura -Bernardo Guimarães
281. As Forças Caudinas -Machado de Assis
282. Coração, Cabeça e Estômago -Camilo Castelo Branco
283. Balas de Estalo -Machado de Assis
284. AS VIAGENS -Olavo Bilac
285. Antigonas -Sofócles
286. A Dívida -Artur Azevedo
287. Sermão da Sexagésima -Pe. Antônio Vieira
288. Uns Braços -Machado de Assis
289. Ubirajara -José de Alencar
290. Poética -Aristóteles
291. Bom Crioulo -Adolfo Ferreira Caminha
292. A Cruz Mutilada -Vania Ribas Ulbricht
293. Antes da Rocha Tapéia -Machado de Assis
294. Poemas Irônicos, Venenosos e Sarcásticos -Manuel Antônio Álvares de Azevedo
295. Histórias da Meia-Noite -Machado de Assis
296. Via-Láctea -Olavo Bilac
297. O Mulato -Aluísio de Azevedo
298. O Primo Basílio - José Maria Eça de Queirós
299. Os Escravos -Antônio Frederico de Castro Alves
300. A Pata da Gazela -José de Alencar
301. BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA -Alcântara Machado
302. Vozes d'África -Antônio Frederico de Castro Alves
303.. Memórias de um Sargento de Milícias -Manuel Antônio de Almeida
304. O que é o Casamento? -José de Alencar
305. A Harpa do Crente -Vania Ribas Ulbricht
 

Globalização Milton Santos - O mundo global visto do lado de cá.

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O mundo global visto do lado de cá, documentário do cineasta brasileiro Sílvio Tendler, discute os problemas da globalização sob a perspectiva das periferias (seja o terceiro mundo, seja comunidades carentes). O filme é conduzido por uma entrevista com o geógrafo e intelectual baiano Milton Santos, gravada quatro meses antes de sua morte.

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O cineasta conheceu Milton Santos em 1995, e desde então tinha planos para filmar o geógrafo. Os anos foram passando e, somente em 2001, Tendler realizou o que seria a última entrevista de Milton (que viria a morrer cinco meses depois). Baseado nesse primeiro ponto de partida o documentário procura explicar, ou até mesmo elucidar, essa tal Globalização da qual tanto ouvimos falar.
O documentário percorre algumas trilhas desses caminhos apontados por Milton, vemos movimentos na Bolívia, na França, México e chegamos ao Brasil, na periferia de Brasília. Em Ceilândia, a câmera nos mostra pessoas dispostas a mudar as manchetes dos jornais que só falam da comunidade para retratar a violência local. Adirley Queiroz, ex-jogador de futebol, hoje cineasta, estudou os textos de Milton e procura novos caminhos para fugir do 'sistema' ou do Globaritarismo -- termo criado por Milton Santos para designar a nova ordem mundial.


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Em Maringá, a Escola Milton Santos de Educação do Campo - Agroecologia do Paraná

Escola de Agroecologia do Paraná, a Escola Milton Santos, localizada na estrada velha para Paiçandu, na área rural de Maringá, região Norte do estado, existe desde 10 de junho de 2002, foi uma iniciativa do Setor de Produção, Cooperação e Meio Ambiente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do estado do Paraná, através do Instituto Técnico de Educação e Pesquisa da Reforma Agrária – ITEPA, com uma parceria junto à Escola Técnica da Universidade Federal do Paraná – ET-UFPR; para a criação de um centro de educação com a finalidade de realização de cursos técnicos em agropecuária, dando ênfase na agroecologia. Além dos cursos técnicos, idealizava-se constituir na escola um espaço de implantação e disseminação de pesquisa em torno da agroecologia.
 
 A referida escola está implantada e realiza suas atividades no município de Maringá, cidade pólo do Noroeste do Paraná. Sua situação local refere-se aos lotes 63 C-1, 63 D-1, 63 D-2, 63 D-3, 63 D-4, 63D/63 F-1 que estão na estrada Velha de Maringá para Paiçandu propriamente dito à Gleba Ribeirão Colombo. Tais lotes de área compreendem 79,92 ha e pertencem oficialmente à Prefeitura do Município de Maringá. Durante a gestão de governo desta prefeitura, no período de 2001-2004, foi realizado um Termo de Concessão de Uso à Título Gratuito (nº004/2004). Este termo confere aos concessionários o uso de tal área para a implantação e execução dos objetivos da concessão por 20 anos, partindo da data de sua aprovação, no caso o ano de 2004. Os concessionários legais, portanto, de tal área são a Universidade Federal do Paraná – UFPR e o Instituto Técnico de Educação e Pesquisa da Reforma Agrária – ITEPA.

            Num aspecto geral, a Escola Milton Santos, devido a sua localização geográfica no estado do Paraná, exerce influência direta e indireta junto à maioria dos acampamentos e assentamentos de reforma agrária das regiões Noroeste, Norte Novo, Norte Pioneiro, além de parte das regiões consideradas Centro Norte do estado, como as regiões dos municípios de Jardim Alegre, Ortigueira e Imbaú.
Localmente, a Escola Milton Santos exerce influência direta com o município de Maringá, devido a sua localização Política e com o município de Paiçandu, devido a sua localização geográfica.
A Escola Milton Santos oferece cursos de nível médio e pós-médio de Técnicos em Agropecuária com ênfase em Agroecologia para filhos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, do MST e de outros movimentos sociais.

Além de formar profissionais qualificados para trabalhar com a agricultura camponesa, nos assentamentos e comunidades rurais, preservando o meio ambiente, a escola também se tornou um centro de experiência em agroecologia. O espaço funciona em parceria com o Instituto Técnico Federal do Paraná, que certifica os educandos.
O integrante da coordenação da escola e membro da direção nacional do MST, Armelindo da Maia, ressaltou que o Movimento se orgulha da construção pedagógica de mais esta escola. “É uma ferramenta importante para fazer o debate na área da agroecologia. Ainda temos alguns limites no campo das práticas agroecológicas, mas as nossas escolas têm uma função importantíssima nesse debate, contribuindo de forma concreta na implantação da matriz tecnológica na agricultura camponesa”, argumenta.

Funcionamento escola

             Na Escola Milton Santos, os cursos funcionam por etapas, em regime de alternância, entre tempo-escola e tempo-comunidade, com cerca de 60 dias cada, ou seja, os educandos permanecem dois meses na escola aprendendo a teoria, depois retornam às suas comunidades de origem, para aplicar os conhecimentos adquiridos na prática.

            A construção da escola teve início em junho de 2002. O prédio estava totalmente degradado: eram ruínas de um projeto de indústria de cerâmica que nunca funcionou e servia como depósito de lixo e espaço de prostituição. Em oito anos de funcionamento, 82 educandos e educandas já se formaram no espaço. A primeira turma, chamada Karl Marx, se formou em 2005. No momento, está em andamento mais uma turma, com cerca de 40 educandos.

A escola está instalada em uma área de 72 hectares. O espaço recebeu recursos do governo estadual, que está possibilitando a conclusão da construção de cinco salas de aula, biblioteca, laboratório de informática, um laboratório químico e físico, auditório, alojamento e refeitório. Além de espaços de produção com cultivos de horta, gado leiteiro, pequenos animais e experiências com agroflorestas. Parte da produção leiteira e de verduras é destinada para o abastecimento da escola e o restante está sendo vendido em mercados da região e diretamente para a comunidade, a domicílio e na própria escola.
Clique na Imagem dos meninos com violão e assita o Video da Escola Milton Santos:



Alimentos para comer e para pensar

O IHU Ideias da última quinta-feira (20) contou com a presença de Fabiana Thomé da Cruz, que, atualmente, é doutoranda em Desenvolvimento Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Diretamente ligada ao movimento do Slow Food, ela é co-editora da Coluna Alimentação e Cultura do site brasileiro dessa causa.
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Fabiana destaca que um dos principais pensamentos desse movimento é a comparação entre a alimentação que existia antigamente e a atual. O pão é um exemplo. Enquanto o caseiro conta, em média, com cinco ingredientes básicos, o pão industrializado utiliza o dobro, dentre os quais muitos nem sabemos reconhecer o que é e, muito menos, sua função.
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Outro dado muito preocupante é o crescimento de consumo de certos produtos. Entre os anos de 1992 e 1995, a importação de produtos industrializados cresceu 409%. “Não há dados atuais, mas se imagina que esse número só tenha aumentado”, diz Fabiana. Percebe-se, então, o quanto os hábitos alimentares dos brasileiros têm sido modificados. O primeiro a se comprometer com tal mudança foi o tradicional arroz com feijão, que teve grande redução de consumo. Como consequência de toda essa mudança de cardápio, aumentaram as doenças, como a obesidade e a diabetes.
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Após essa contextualização da alimentação no mundo, Fabiana falou do Princípio da Incorporação do sociólogo francês Claude Fischler. Segundo ele, ingerimos alimentos no sentido biológico (para a manutenção do nosso corpo) e no sentido imaginário (o alimento como modificador de nossa identidade). Dessa ideia, tira-se o famoso slogan “você é o que você come”, ao que Fabiana responde com uma pergunta: “Se não sabemos mais o que comemos, então como a gente sabe o que a gente é no que a gente vai se transformar?”
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Baseado nesse questionamento, surge em 1989, na Itália, o movimento Slow Food, que tem como objetivo repensar e propor um modelo alimentar que seja saudável para as pessoas e para o ambiente. Hoje, essa comunidade conta com 100 mil membros espalhados por 153 países.
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Dentre as diversas funções exercidas pelo Slow Food Brasil, Fabiana destaca o movimento “Bom, limpo e justo”, que pode ser entendido da seguinte maneira:
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  • Alimento bom- pelo modo de produção e processamento, preservar ao máximo a naturalidade dos alimentos;
  • Alimento limpo- modo de produção com menor impacto possível para o ambiente, para a biodiversidade e para a saúde dos consumidores;
  • Alimento justo- modo de produção que respeita a vida e as tradições do produtor.
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Aderindo a essa ideia, o produto terá “menor impacto ao consumidor, ao ambiente e ainda vai valorizar o cultivo tradicional”, finaliza Fabiana.
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Para ler mais:

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O Meio ambiente e a compostagem

Os norte-americanos geram aproximadamente 210 milhões de toneladas de lixo ou resíduos sólidos anualmente.

Os brasileiros são um pouco mais modestos: cerca de 84 milhões de toneladas (dados de 2000), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Nos Estados Unidos, a maior parte desse lixo (57%) é colocada em depósitos de lixo municipais. No Brasil, 37% têm o mesmo destino. Nos Estados Unidos, aproximadamente 56 milhões de toneladas (27%) são recuperadas através da reciclagem, no caso de vidros, produtos de papel, plástico ou metais ou através da compostagem, no caso do lixo doméstico.
No Brasil, menos de 10% são reciclados, segundo estimativas. A compostagem é um método para tratamento dos resíduos sólidos no qual o material orgânico é decomposto por microorganismos na presença de oxigênio até o ponto em que poderá ser armazenado e manuseado com segurança e aplicado ao meio ambiente.
A compostagem é essencial na redução de resíduos domésticos. Ela pode ser feita sem muitos gastos em qualquer domicílio e produz o composto fertilizante ou húmus, que pode beneficiar o meio ambiente como fertilizante natural em jardins e na agricultura.
Biologia na Compostagem
A compostagem cria as condições ideais para os processos de decomposição que acontece na natureza. Ela requer o seguinte material:
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resíduos orgânicos:
jornais, folhas, grama, restos de cozinha (frutas, vegetais), materiais de madeira.
·
terra:
fonte de microorganismos.
·
água.

·
ar: fonte de oxigênio
Durante a compostagem, os microorganismos da terra se nutrem dos resíduos orgânicos (contendo carbono) e os decompõem em suas menores partes. Isto produz um húmus rico em fibras, contendo carbono, com nutrientes inorgânicos como nitrogênio, fósforo e potássio. Os microorganismos decompõem o material através da respiração aeróbica e, portanto, precisam de oxigênio do ar. Eles também precisam de água para viver e multiplicar.
Através do processo da respiração, os microorganismos liberam dióxido de carbono e calor e as temperaturas dentro das pilhas de compostagem podem atingir de 28°C a 66°C. Se a pilha ou recipiente de compostagem for ativamente cuidada, remexida e regada com água regularmente, o processo de decomposição e formação da compostagem final pode acontecer em apenas duas ou três semanas (do contrário, poderá levar meses).


As condições de compostagem devem ser balanceadas para uma decomposição eficiente.

Deverá haver:

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ar em abundância: a mistura deve ser remexida diariamente ou a cada dois dias;
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água suficiente:
a mistura deve ser umedecida, mas não encharcada;
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mistura apropriada de carbono e nitrogênio
: a relação deve ser de aproximadamente 30:1.
·
quantidade de terra adequada
: deve fornecer microorganismos suficientes para o processo.
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tamanho de partícula pequena: pedaços grandes devem ser desmembrados, pois partículas pequenas se decompõem mais rapidamente;

Compostagem caseira


O Brasil produz 241.614 toneladas de lixo por dia, onde 76% são depositados a céu aberto, em lixões, 13% são depositados em aterros controlados, 10% em usinas de reciclagem e 0,1% são incinerados. Do total do lixo urbano, 60% são formados por resíduos orgânicos que podem se transformar em excelentes fontes de nutrientes para as plantas.


A compostagem é o processo de decomposição dos resíduos orgânicos e a transformação desse em adubo, que misturado com o solo melhora suas características físicas, físico-químicas e biológicas. O lixo orgânico caseiro é rico em nitrogênio, assim como palhas de milho, de banana, folhas de jardim e restos de grama são ricos em carbono, e esterco de porco, galinha, boi, etc. são fontes de organismos decompositores, nutrientes essenciais para o processo.


A Embrapa divulgou uma cartilha (http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/circulares/circular_76.pdf) que explica de maneira simples como, onde e o que se deve utilizar para a preparação do composto. Outro site, FlyMagazine mostra uma maneira bem criativa de composteira caseira feita com materiais simples e reutilizados (http://flymagazine.com.br/compostagem-caseira/), existem vários modelos de composteiras e diversos materiais que podem ser usados para a sua construção.


Neste endereço: http://wn.com/compostagem_caseira, tem um acervo de vídeos relacionados a compostagem caseira e hortas orgânicas.