segunda-feira, 12 de março de 2012

No mês da mulher, trabalhadoras rurais fazem ocupações pelo país

 A Jornada Nacional de Luta das Mulheres Camponesas 2012, que teve início na semana passada, já soma 12 ações em sete estados. Na Bahia, uma área da empresa Stora Enso foi ocupada.

Em São Paulo, já ocorreram atividades em Iaras e Promissão. Em Goiás, as mulheres realizaram manifestações diante da Embrapa. No Rio Grande do Norte, houve trancamento de rodovia. No Rio Grande do Sul, pedágios foram liberados. No Pará, a sede do Incra foi ocupada. E no Ceará, 400 mulheres da cidade se juntaram a 400 mulheres do campo durante os protestos.

Paraná
Cerca de mil trabalhadoras sem terra de diversas regiões do Paraná ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na última terça-feira, em Curitiba, para cobrar agilidade na desapropriação das áreas para as 6 mil famílias acampadas no estado.

Elas reivindicam investimentos para habitação rural, infraestrutura para a agricultura familiar, créditos de fomento para produção agrícola e assistência técnica.

A ação pretende colocar em discussão na sociedade a Reforma Agrária Popular, políticas públicas para a agricultura votada para as mulheres, políticas públicas para o desenvolvimento da agroecologia e o incentivo para a cultura das sementes crioulas.

A jornada iniciou nesta terça-feira no Paraná e se estende até quinta-feira, no 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher, com o lema “Dia Internacional da Mulher pela Reforma Agrária, Contra os Agrotóxicos e a Violência Contra a Mulher”.

No 8 de Março, mais de 20 organizações paranaenses vão compor a “Marcha das Mulheres do Campo e da Cidade: por Justiça Social e Ambiental, Contra a Violência”, a partir das 9h, com concentração na Praça Santos Andrade.

Reforma agrária
Em 2011, o governo federal assentou 22.021 famílias, segundo o Incra. É o mais baixo índice registrado nos últimos 16 anos. O maior índice foi no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando 136.358 famílias tiveram acesso à terra.
Pernambuco foi o local onde menos se assentou: 102 famílias. Dados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) dão conta que quase 15 mil famílias permanecem acampadas aguardando um lote de terra.

Já o Incra estima que o total de famílias acampadas em todo o país gira em torno de 180 mil, a metade do que existia no início do governo Lula.
Outro fator que vale destacar é a mudança de concepção do foco de atenção que teria ocorrido no atual governo. “No governo de Fernando Henrique, a única coisa que se fazia era a distribuição de lotes. Com o Lula surgiu a preocupação em dotar os assentamentos de infraestrutura”, disse. “Houve mais investimento na construção de estradas, casas, redes de energia elétrica e de água.”

Com a ascensão de Dilma, segundo o presidente do Incra, Celso Lisboa Lacerda, o foco passou a ser criação de melhores condições para que os assentados produzam e gerem renda.

“Boa parte da estrutura do Incra está dedicada hoje à assistência técnica, melhoria das condições de infraestrutura, regularização ambiental”, afirmou. “Isso reduziu em parte a capacidade de assentar novas famílias, mas é preciso compreender que a reforma não se resume à criação de novos assentamentos. Na verdade, a parte mais difícil vem depois da concessão do lote às famílias, que é o desafio de inserir as pessoas no processo produtivo, na agricultura familiar.”

Um terceiro fator que influenciou a queda dos assentamentos, segundo Lacerda, foi a demora na definição da sucessão no Incra. Ele tomou posse no final de março e as diretorias das superintendências regionais só foram completamente definidas em setembro.

A demora fez com que a maior parte do orçamento só fosse executada no final do ano. “Fizemos o pagamento de áreas para a reforma que ainda não apareceram nos números de 2011. Eles só vão aparecer nos resultados deste ano.”

O Estado que teve o maior número de assentamentos no ano passado foi o Pará, com 4.274 famílias, já que se trata da região com maior área de terras pertencentes à União, que podem ser mais facilmente destinadas à reforma. Nos Estados do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste a obtenção de terras é mais difícil – e mais cara.

Com MST e agências

TARIFAÇO DO DETRAN - Desembargador pede vistas e adia decisão sobre tarifaço do Detran



O desembargador Paulo Roberto Hapner, do Tribunal de Justiça do Paraná, pediu vistas nesta sexta-feira, 2, do processo movido pela da Bancada da Oposição na Assembleia Legislativa (Alep) contra o “tarifaço” do Detran e adiou o julgamento da liminar que poderia suspender o reajuste no Paraná. O reajuste do governo Beto Richa (PSDB) nas taxas do Detran chegou a 271%. Os novos valores começaram a ser cobrados em fevereiro.


O advogado Paulo Valério, que fez a defesa em nome da bancada de Oposição, destacou os motivos da inconstitucionalidade na lei. Ele destacou que há “desvio de finalidade na arrecadação e exagero no reajuste das taxas”. “O valor das taxas ultrapassa o custo dos serviços prestados. A lei foi feita para que houvesse excedente, por isso é inconstitucional”.No início do julgamento da liminar, o desembargador Hapner pediu a palavra para pedir vistas do processo.

O pedido de inconstitucionalidade foi formulado pela bancada de oposição na Assembleia Legislativa , cuja liminar foi concedida pelo desembargador Antonio Martelozzo, e cassada dois dias depois pelo presidente do TJ, Miguel Kfouri.

Assinam a Ação Direta de Inscontitucionalidade os deputados Enio Verri, Luciana Rafagnin, Elton Welter, Péricles de Mello, Professor Lemos, Tadeu Veneri, Toninho Wandscheer, do PT, além de Anibelli Neto, do PMDB. O senador Roberto Requião, do PMDB, também subscreve a representação ao Ministério Público.

A Servidão Moderna - vídeo completo

Servidão Moderna
"De la Servitude Moderne"
(França - Colômbia, 2009, 52min - Direção: Jean-François Brient)

Comentário do site oficial:
A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais.

Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época.

Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber.

Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.

Créditos:
1- SITE OFICIAL:
http://www.delaservitudemoderne.org/
2- Legendas em português:
http://docverdade.blogspot.com/2010/01/da-servidao-moderna-de-la-servitude.html

De onde nasceu o dinheiro (capitalismo) Filme Completo Legendado!

Saiba de onde veio o dinheiro e o capitalismo.

90 bilhões de dólares podem ser criados a partir de 10 bilhões originais.
3% do dinheiro dos EUA, existem fisicamente... Outros 97%, existem somente nos computadores.

Realmente, algo está muito errado.

Mudando Paradigmas na Educação (Video Educativo)


Animação adaptada de uma palestra dada na RSA por Sir Ken Robinson, especialista em educação e criatividade mundialmente reconhecido. Dublagem em português: Blog Brasil Acadêmico

A Crise do Capitalismo - Dublado em português

As várias explicações para a crise mundial do capitalismo.
O formato de apresentação é muito dinâmico e as legendas tornam-se insuficientes. Assim, topamos o desafio de adaptar as legendas à dublagem em português (desculpe o amadorismo) para a melhor compreensão desse importante tema a ser debatido em escala global.

A História das Coisas agora fala sobre economia mundial

Publicado por
Por que sempre há dinheiro para a “economia dinossauro”, mas quando é para construir um futuro melhor, nós estamos quebrados? Enquanto o movimento Occupy Wall Street luta contra a ganância financeira e a corrupção, A História das Coisas lança um novo volume: The Story of Broke (A história do ‘estamos quebrados’, em português).
O filme estará disponível em 8 de novembro, e será mais uma contribuição para a discussão que o mundo assiste em Wall Street. The Story of Broke trata sobre como a nossa economia está, como ela deveria ficar, e o que fazer para chegar lá.
Para isso, Anne Leonard fala sobre a produção econômica mundial, “uma máquina que estimula o consumismo”, mesmo que as evidências mostrem que isso é economicamente insustentável. Assista abaixo o filme (em inglês - legendado em português).
Fonte: EcoDesenvolvimento.org


                                              Para assistir o vídeo no site do EcoD clique aqui


NOTA PÚBLICA - Trabalho Escravo, um crime que persiste

A coordenação Nacional da CPT e a coordenação Nacional da Campanha da CPT de Combate ao Trabalho Escravo, divulgam nota pelos 8 anos da chacina de Unaí, completados no dia 28 de janeiro de 2012. Confira:

NOTA PÚBLICA
Trabalho Escravo, um crime que persiste                    
Neste dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, ao serem lembrados os oito anos da chacina de Unaí, MG, quando foram assassinados quatro servidores federais que atuavam na fiscalização das condições de trabalho no campo, a Coordenação Nacional da CPT, juntamente com a Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo, vem a público para expressar sua indignação diante da escandalosa demora do processo judicial decorrente deste bárbaro crime.
Com credibilidade já fortemente questionada junto à sociedade brasileira, o Poder Judiciário mantém-se refém de procedimentos que o fazem andar a passos de tartaruga, não oferecendo as respostas ansiosamente esperadas pela sociedade.
O mesmo acontece com o Legislativo. Logo após o crime de Unaí, o Senado se apressou e aprovou em dois turnos a PEC 438/2001, que estabelece o confisco das propriedades nas quais foi constatada a existência do trabalho escravo e sua destinação para a Reforma Agrária. A Câmara Federal também a aprovou, em primeiro turno, no dia 10/08/2004, devendo ir para votação em segundo turno. A partir de então não foi mais posta em votação, apesar dos constantes apelos de movimentos e entidades da sociedade civil e do requerimento de vários deputados de diferentes partidos. Quando a Câmara Federal vai acordar do torpor em que se encontra e votar esta medida, viabilizando, assim, um instrumento altamente dissuasivo contra uma chaga que aflige ainda milhares de trabalhadores? Ou prefere capitular diante das exigências do agronegócio e de sua articulada bancada? Propriedade ou dignidade? Lucro ou vida? Eis o dilema. Vai o econômico mais uma vez se sobrepor aos mais elementares direitos, como é o direito a um trabalho digno e seguro?
Nestes dias, o Ministro do Trabalho, ao lançar o Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, afirmou que o Brasil está perto de vencer esta batalha. Realmente passos importantes já foram dados, mas muito sobra por fazer e a resistência é considerável.
Instituída pela Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego e reforçada pela Portaria Interministerial 02/2011 - o cadastro dos empregadores que usam do trabalho escravo, conhecido como Lista Suja, está sendo questionado desde sua criação pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Caso vença tal ação, cairia por terra um instrumento eficiente na responsabilização dos atores econômicos e financeiros envolvidos ao longo das cadeias produtivas da escravidão moderna. Em fins de novembro passado, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Brito, liberou o processo para julgamento. O STF pode vir a julgar esta ação a qualquer momento.
Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa. Já dizia Tiago, em sua carta: “Vejam, o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês, retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Ti 5,4).
Também clama pelo fim desta chaga que envergonha nossa nação o sangue derramado pelos servidores do MTE em Unaí. Este sangue exige dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo que assumam de vez a defesa incondicional dos direitos da pessoa, quebrando as amarras que os subjugam ainda ao bel prazer do poder econômico. Está na hora da cidadania reinar em nosso País.

 
Goiânia, 2012.
A Coordenação Nacional
Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo
Maiores Informações:
Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6412
www.cptnacional.org.br
@cptnacional

quarta-feira, 7 de março de 2012

8 de Março - Dia Internacional da Mulher! Nas mãos da Dilma: Empresa que pagar menor salário para mulher poderá ser multada

Para se tornar Lei, a proposta depende apenas da sanção da presidenta Dilma Rousseff


Liderança do PT no Senado com informações da Agência Senado
Uma grande mobilização permitiu a aprovação, em caráter terminativo (quando a proposta não precisa passar pelo plenário), na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, do projeto de Lei que pune as empresas que pagam salários menores às suas funcionárias, quando elas desempenham atividades idênticas a de seus colegas do sexo masculino.
A proposta, que já passou pela Câmara dos Deputados e por duas comissões no Senado (Comissão de Assuntos Sociais e Comissão de Constituição e Justiça), tornou-se prioridade na CDH porque o Congresso Nacional está promovendo uma série de atividades para homenagear o Dia Internacional da Mulher, que se comemora nesta quinta- feira (08). Pelo acordo, as comissões darão prioridade para a votação de propostas que, de alguma forma, restrinjam a discriminação às pessoas do sexo feminino.
Relator na última Comissão, o senador Paulo Paim (PT-RS), apresentou voto favorável ao projeto (PLC 130/2011), ressaltando que a proposição, se transformada em lei, representará mais uma ferramenta jurídica para assegurar o princípio da igualdade entre homens e mulheres.
“Embora a Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/1943) já proíbam a diferença de salário entre homens e mulheres que executam a mesma tarefa, sob as mesmas condições e para um mesmo empregador, não há qualquer penalidade fixada a quem descumpra essa lei”, explicou Paim, ao defender a aprovação da proposta.
O texto estabelece que o empregador que descumprir a lei será obrigado a pagar, à empregada, multa correspondente a cinco vezes a diferença verificada em todo o período da contratação.
Durante a votação, a presidência da CDH foi entregue à senadora Ana Rita (PT-ES). Ela defendeu o projeto e destacou a importância do esforço concentrado para votação de projetos femininos ao longo desta semana. “Vale destacar que conquistamos o direito de voto há muito pouco tempo e é importante que tenhamos cada vez mais participação na sociedade e nos espaços políticos de nosso País. Para isso, contamos com o engajamento dos homens”, convidou.

Governo brasileiro será “pró-ativo” e vai adotar medidas para ampliar crescimento econômico, diz presidenta Dilma


Em Hannover, presidenta Dilma visita o Pavilhão do Brasil na Feira Internacional de Tecnologias da Informação e das Comunicações (CEBIT 2012), acompanhada da chanceler Angela Merkel. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta Dilma Rousseff reafirmou hoje (6) que o Brasil adotará as medidas necessárias para conter os efeitos do que chamou de desvalorização artificial das moedas. Segundo ela, o governo brasileiro terá uma “posição pró-ativa” para ampliar a taxa de crescimento da economia de forma sustentável, respeitando o equilíbrio macroeconômico e a solidez fiscal.
“Manifestei preocupação com a expansão monetária, que provoca desvalorização das moedas, o que nós consideramos bastante adverso para o comércio internacional. Também acertamos que cada governo, entendendo os problemas das suas respectivas regiões, buscará formas de cooperação para ultrapassar esse período adverso para a economia internacional”, disse a presidenta Dilma.


Na declaração à imprensa em Hannover, ao lado da chanceler alemã Angela Merkel, ela afirmou ainda que o aumento da participação do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI) passa pela mudança na governança dos órgãos financeiros multilaterais.
“Nós, desde a reunião do G20 em Cannes, somos a favor da maior participação do Brasil em cotas do FMI. Para ver esse aumento de cotas, tem de haver um aumento proporcional dos países emergentes na direção do FMI, o que chamamos de mudança na governança dos órgãos financeiros multilaterais.”
Tecnologia – A declaração à imprensa foi concedida após visita da presidenta Dilma e da chanceler Angela Merkel à Feira Internacional de Tecnologias da Informação e das Comunicações (CeBIT 2012). No estande da Embraer, no Pavilhão Brasil, a tecnologia da informação é usada para aprimorar a segurança, explicou a presidenta. Segundo ela, Brasil e Alemanha reforçaram as relações bilaterais, que já contam com um fluxo comercial significativo.
“Agora, se trata de ampliar as nossas relações focadas numa parceria que envolva a inovação, a ciência, a tecnologia e a pesquisa”, defendeu a presidenta Dilma, agradecendo a participação da Alemanha no programa Ciência sem Fronteiras.

Sao Paulo fará Ato Unificado pelo dia Internacional da Mulher...


No ano em que o Brasil completa 80 anos do voto feminino, os movimentos populares vão comemorar o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, com um ato unificado. Com o lema “Nenhum direito a menos, nossa luta é pela igualdade”, a atividade terá concentração às 14h, na Praça da Sé e seguirá em passeata rumo a Praça da República, no centro da cidade.
Entre as principais reivindicações estão a luta... por liberdade e autonomia sindical, valorização do salario mínimo, creches publicas, igualdade no trabalho e no movimento sindical, descriminalização e legalização do aborto, direitos para as trabalhadoras domésticas – 189 OIT, compartilhamento das responsabilidades domésticas – 156 OIT, combate à violência contra as mulheres e salários igual para trabalho igual.

A data:
O dia 8 de março é uma data de luta marcada por bandeiras feministas em defesa da igualdade entre homens e mulheres! Em 1910, a alemã Clara Zetkin propôs, na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação do Dia Internacional da Mulher, celebrado inicialmente em datas diferentes, de acordo com o calendário de lutas de cada país. A ação das operárias russas no dia 8 de março de 1917, precipitando o início das ações da Revolução Russa, é a razão mais provável para a fixação desta data como o Dia Internacional da Mulher.

Com a revolução, muitos direitos foram conquistados, como o voto e elegibilidade feminina. Em 1922, a celebração internacional foi oficializada nesta data e o 8 de Março se transformou no símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem sua condição e a sociedade, em busca de um mundo justo, solidário, fraterno e com igualdade entre homens e mulheres.

terça-feira, 6 de março de 2012

Fórum marca ato público contra a queima do lixo em Maringá

Clique no título abaixo e Acompanhe o evento no Facebbok
No dia 24 de março haverá uma caminha da no centro da cidade e um ato às 9hs na Praça Rocha Pombo.
Fonte: Blog do Fórum Lixo e Cidadania Maringá, Sarandi e Paiçandu.

A concentração terá início na Praça Rocha Pombo e de lá haverá uma caminhada pela Avenida Brasil seguirá até a Praça Raposo Tavares. Além da manifestação, haverá trio elétrico, apresentações culturais, faixas e cartazes contra a incineração de lixo na cidade.
Terá exposição de arte do lixo: Artesanato e esculturas e utensílios de reuso. como sofa feito com pet e couro de reciclagem - e outros produtos.
Além de painéis solares para aquecer a água e economizar energia nas residências feito de garafas plásticas pet e tetrapak (caixas de leite)

Haverá uma exposição das composteiras caseiras para resíduos úmidos orgânicos de cozinha (com restos de alimento). Demostração sobre a importância da Educação Ambiental e a Reciclagem!

Para outras informações, o e-mail para contato com a coordenação do Fórum é forum.reciclagem@gmail.com

Projeto de Lei de Iniciativa Popular recolhe assinaturas contra a Incineração em Maringá.

.Diversas entidades organizadas no Fórum Intermunicipal Lixo & Cidadania começaram a coletar assinaturas para um projeto de iniciativa popular que proíbe a instalação de usina para queimar o lixo da cidade. A meta é conseguir a adesão de 12.500 eleitores, número necessário para que a proposta seja votada pelos vereadores.
Veja a proposta de Lei Popular e a Folha de Recolhimento de Assinaturas!
Dois pontos estão definidos como local para obtê-las!
No DCE da UEM e Sede da ARAS Maringá que fica junto à Igreja Santo Antônio!



Além de ir até as igrejas, a coleta de assinaturas também será realizada em locais de grande concentração de pessoas como feiras e o terminal do transporte coletivo.

Atenção!!! Podem participar apenas as pessoas com domicílio eleitoral em Maringá.

Veja os Dez motivos que o Fórum Apresenta para justificar a sua posição contrária à incineração! Diga Não à Incineração do Lixo em Maringá!





10 MOTIVOS PARA O POSICIONAMENTO DO FÓRUM LIXO & CIDADANIA CONTRÁRIO À PROPOSTA DE INCINERAÇÃO DOS RSUs:
Dos riscos associados à implantação de um incinerador e da falta de parâmetros mínimos de segurança expressos no Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) - Maringá, 2011.
O Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania é contrário à proposta de instalação de um empreendimento de incineração de resíduos sólidos urbanos pelos seguintes motivos:
1. Porque se trata de medida extremamente arriscada, sob diversos pontos de vista, especialmente porque não há ainda um sistema de incineração operante no Brasil e também não há um sistema de controle de gases rigoroso em nosso país. A incineração é um processo emissor de toxinas e exige um controle técnico apurado (o que foi expressamente reconhecido como uma “desvantagem” do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178). No caso, propomos prestigiar o princípio maior do Direito Ambiental, que é o da prevenção-precaução, evitando-se riscos desnecessários ao meio ambiente e à saúde pública.
2. Porque se trata de tecnologia cara, a ser custeada pela própria população, em contraposição a outras tecnologias mais baratas e que não representam riscos do ponto de vista da saúde pública e do meio ambiente (reciclagem e compostagem). A implantação de um sistema/usina de reaproveitamento energético requer altos custos para implantação (o que foi expressamente reconhecido como uma “desvantagem” do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178).
3. Porque a matriz energética brasileira é fundada em outras bases, sendo considerada uma das mais limpas do mundo, enquanto a tecnologia de incineração como fonte de energia é altamente questionável do ponto de vista de seu potencial poluente.
4. Porque é uma tecnologia que gera dependência permanente da geração de lixo - para que não seja interrompida a incineração e geração de energia - , o que vai em sentido contrário (na contra-mão) do que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que fixa como seus objetivos preferenciais a não geração, redução, reutilização e reciclagem dos resíduos.
5. Porque a incineração, nos termos da legislação vigente, especialmente da Política Nacional de Resíduos Sólidos, deve, portanto, ser precedida de outras medidas e políticas públicas, especialmente de políticas voltadas à educação ambiental (não geração, redução, reutilização), à correta segregação de resíduos e à reciclagem, o que não foi providenciado, a contento, no âmbito do Município de Maringá, como é de conhecimento de toda a população maringaense.
6. Porque o Município de Maringá sequer está cumprindo aquilo a que foi condenado em processo movido pela Promotoria do Meio Ambiente - que são obrigações básicas no que diz respeito ao gerenciamento de resíduos. Conforme manifestação da própria Promotoria do Meio Ambiente, a qual entende que a proposta da incineração fere não só a decisão prolatada no processo, mas também a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, tratando-se de uma tentativa do Município de exonerar-se de cumprir aquilo que deve ser cumprido.
7. Porque, conforme foi relatado pela própria empresa sondada pela Prefeitura para os estudos acerca do projeto de incineração – a qual compareceu, a pedido, em reunião realizada pelo Fórum - o volume de material necessário ao funcionamento da unidade seria bastante elevado, demandando também a queima de material reciclável, o que representaria um prejuízo à sociedade como um todo e principalmente aos trabalhadores envolvidos com a reciclagem e a comercialização dos recicláveis. Segundo o próprio PMSB de Maringá, o processo de incineração necessita do poder calorífico de plásticos e papéis ou de outros elementos combustíveis que substituam esses materiais (o que foi expressamente reconhecido como uma “desvantagem” do processo de incineração na versão preliminar do PMSB Maringá, 2011, p. 178).
8. Porque a dependência de lixo para o processo de incineração e geração de energia estimula o aumento de consumo, de produção de lixo e colabora para a “deseducação” ambiental (pois a correta separação dos resíduos deixa de ser uma necessidade e não precisa mais ser cobrada pelo Poder Público), privilegiando-se, assim, um modelo de desenvolvimento insustentável e prejudicial à vida em todas as suas formas;
9. Porque, diferente do que tem sido alegado pela Prefeitura de Maringá, há um forte movimento de resistência no Brasil e em toda a Europa contra os incineradores (vide depoimento da organização France Libertés – Fundação Danielle Mitterrand na audiência pública realizada sobre o tema, em dezembro do corrente ano, na Assembléia Legislativa do Estado do Paraná), sendo que esta não seria a primeira vez na história em que estaríamos presenciando o comércio – tendo de um lado países desenvolvidos e de outro países emergentes – de tecnologias ultrapassadas ou inadequadas, com evidente prejuízo à saúde das pessoas;
10. Porque o próprio Ministério do Meio Ambiente tem se posicionado, de forma taxativa e em diversas ocasiões, contrário à incineração como estratégia de gestão de resíduos sólidos urbanos, destacando a necessidade de valorização da coleta seletiva e do trabalho dos catadores de materiais recicláveis.
A proposta do Fórum Intermunicipal Lixo & Cidadania, que se reúne mensalmente desde outubro de 2010, é ser um espaço de discussão da gestão de resíduos e inclusão social dos catadores e separadores - associados ou não - que participam deste processo.
Consideramos necessário evidenciar esta questão e envolver toda a sociedade, de forma a promover um diálogo permanente que construa soluções contemplando os aspectos sociais, econômicos e ambientais.
Em nossas reuniões contamos com um público composto por trabalhadores de empreendimentos de reciclagem, professores, pesquisadores, representantes do poder público, do Ministério Público do Trabalho, alunos de cursos de graduação e pós-graduação, representantes da sociedade civil e organizações parceiras que atuam no apoio aos empreendimentos sustentáveis e solidários. Contato por e-mail forum.reciclagem@gmail.com
V
eja no link abaixo um manifesto geral sobre a Incineração onde inclua-se a proposta para Maringá.

http://www.incineradornao.net/manifesto/

Acesse o Abaixo Assinado
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N14762

Também sugerimos a todos a leitura do manifesto encontrado no site www.incineradornao.net.
Ele está em pdf e deve ser baixado, tem 10 páginas, é de fácil leitura e bastante elucidativo quanto aos problemas envolvendo o uso de tais tecnologias.

Fábrica transforma fraldas em telhas e madeira sintética

O argumento mais utilizado pelo Prefeito Silvio Barros II  para justificar o investimento de R$ 330,1 milhões (de recursos da população) para a Incineração (queima) do Lixo em Maringá é o de que não seria possível reciclar tudo e sempre que faz essa afirmação utiliza o exemplo da fralda suja!
Pois bem, ele foi visitar o mundo todo e não viu o exemplo de que sim senhor prefeito, inclusive a fralda suja é possível ser reciclada.
Veja a matéria a respeito!

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Empresa canadense Knowaste abre primeira instalação em West Bromwich, na Inglaterra, para dar uma destinação correta a fraldas e absorventes.

Parece estranho, mas já faz parte da realidade: uma fábrica recém-instalada no Reino Unido irá reciclar fraldas de bebês, de idosos, e absorventes femininos para criar telhas e uma espécie de madeira sintética.
A responsável pela novidade é a empresa canadense Knowaste, uma recicladora especializada em lidar com os chamados produtos absorventes higiênicos (AHP – na sigla em inglês).
A primeira fábrica foi aberta no mês de setembro de 2011, na cidade de West Bromwich, na Inglaterra. Ela faz parte de um investimento de mais de 25 milhões de euros da própria empresa para construir mais quatro instalações nos próximos quatro anos.
Cada uma das fábricas será capaz de processar cerca de 36 mil toneladas de produtos absorventes higiênicos anualmente, de acordo com a própria companhia.
A fábrica de West Bromwich usa tecnologia de ponta, desenvolvida pela Knowaste desde os anos 90 para esterilizar os AHP e separar mecanicamente os componentes individuais. Uma vez diferenciados do lixo orgânico e devidamente limpos, esses materiais (polpa de celulose, plásticos, polímeros super absorventes, entre outros) podem ser reciclados e transformados em outros produtos.
Processo e vantagens ambientais. Plásticos e polpas de celulose são moídos e transformados em pequenos grãos, que podem ser usados para fazer produtos, como papel reciclado e materiais de construção (telhas de revestimento). Já o lixo orgânico, de acordo com a empresa, é seco e gaseificado para criar energia verde.


Se a ideia de ter restos de fraldas como matéria-prima para certos materiais de sua casa te causa arrepios, pense da maneira verde: um bebê usa cerca de seis mil fraldas descartáveis até que seja treinado a fazer suas necessidades em um vaso sanitário, e elas demorariam 500 anos para se decomporem, segundo a empresa. Cerca de três bilhões de fraldas usadas são jogadas no lixo comum todo ano no Reino Unido, o que significa aproximadamente 500 mil toneladas de resíduos aterrados.
Com apenas uma fábrica trabalhando no total de sua capacidade por um ano completo, a quantidade de emissões de carbono reduzida seria equivalente ao gasto de mais de dois mil residentes do Reino Unido. Atualmente, os produtos AHP recebidos pela fábrica de West Bromwich são enviados por cooperativas que coletam esse tipo de material em banheiros e hospitais públicos. No entanto, há expectativa de que os resíduos AHP domiciliares também possam ser coletados e reciclados no futuro.
Fonte: eCycle

Diga Não à Incineração do Lixo em Maringá!

Quase 25% do solo do planeta já sofreu alguma deterioração


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A informação é do relatório anual do Unep (Programa de Ambiente das Nações Unidas), divulgado dia 12/02/2012.
O texto mostra que práticas recentes (nos últimos 25 anos) especialmente na atividade agrícola têm estragado e poluído o solo em diversas partes do planeta.
De acordo com o documento, a erosão provocada pela agricultura é até cem vezes mais intensa do que o processo erosivo “natural” do solo.
O problema disso é que o solo com erosão perde uma quantidade significativa de carbono para atmosfera – componente importante para o crescimento vegetal.
O Unep manifestou ainda uma preocupação com as usinas nucleares que estão sendo desativadas desde o acidente em uma usina nuclear de Fukushima, no Japão.
Em março de 2011, a usina foi atingida por um terremoto seguido de um tsunami e houve vazamento nuclear. Desde então, vários países declararam que fechariam suas usinas nucleares.
De acordo com o documento das Nações Unidas, 138 reatores foram fechados apenas neste ano, em 19 países.
Os desmantelamento dos reatores -que tem alto risco de contaminação do solo e custa cerca de 10% a 15% da implantação da usina- só foi concluída em 17 deles.
Publicado originalmente na Folha.com

Biotecnologias agrícolas devem beneficiar os pobres

Guadalajara, México.
As biotecnologias agrícolas nos países em desenvolvimento devem responder às necessidades específicas dos pequenos produtores e, para isso, é preciso fomentar a participação deles e de outros atores no processo decisório, afirmaram hoje os participantes de uma conferência técnica internacional realizada em Guadalajara, México.
A Conferencia também coincidiu sobre os elementos necessários para colocar a biotecnologia agrícola a serviço do mundo em desenvolvimentos: maiores investimentos, cooperação internacional e políticas públicas nacionais e marcos regulatórios efetivos e facilitadores.
“As biotecnologias agrícolas não são amplamente utilizadas nos países em desenvolvimento, e sua pesquisa e desenvolvimento, geralmente, não são orientados aos problemas dos pequenos produtores”, explicou o diretor-geral adjunto da FAO, Modibo Traore.
“Isso precisa mudar”, acrescentou Traore no encerramento da conferência técnica internacional sobre biotecnologias agrícolas em países em desenvolvimento que reuniu cerca de 300 pessoas de 68 países, incluindo especialistas, responsáveis por políticas públicas e representantes da sociedade civil e de organismos internacionais.
De acordo aos participantes, cada pais deveria ter uma visão nacional sobre o papel das biotecnologias e analisar as opções e oportunidades no contexto de estratégias e objetivos sustentáveis de desenvolvimento econômico, social, rural e ambiental.
Essa visão deveria ser construída em um processo participativo e apoiada por estratégias de comunicação que promovam o envolvimento e o apoderamento do público na tomada de decisões.
A conferência destacou a importância de ter políticas públicas nacionais e marcos regulatórios que sejam efetivos e facilitem o desenvolvimento e uso apropriado de biotecnologias nos países em desenvolvimento. Também ressaltou a necessidade de aumentar os investimentos nacionais em biotecnologias agrícolas, principalmente, para apoiar os pequenos produtores.
Cooperação é importante
De acordo aos participantes, parcerias mais sólidas entre e dentro de países, como cooperação Sul-Sul e alianças regionais, parcerias público-privadas e de pesquisa para compartilhar experiências, informação e tecnologias facilitariam o desenvolvimento e uso de biotecnologias.
Para tornar as biotecnologias agrícolas acessíveis aos países em desenvolvimento e assegurar que elas respondam às necessidades específicas dos pequenos produtores, também será necessário o apoio da FAO e de outras organizações e doadores internacionais. Isso é especialmente importante para fortalecer as capacidades nacionais para desenvolver e usar biotecnologias agrícolas apropriadas e dirigidas às necessidades dos pequenos produtores nos países em desenvolvimento.
Biotecnologias não se resumem a OGMs
Biotecnologias agrícolas incluem uma ampla gama de ferramentas e metodologias que até certo ponto já estão sendo aplicadas por países em desenvolvimento na agricultura, pecuária, silvicultura, pesca e aqüicultura, e agroindústria para aliviar a fome e a pobreza, apoiar a adaptação à mudança climática e manter a base de recursos naturais.
O debate sobre organismos geneticamente modificados (OGMs) freqüentemente dificulta o desenvolvimento de outras biotecnologias não controversas quanto a seus impactos ambientais, benefícios aos pequenos produtores e contribuição na adaptação e mitigação da mudança climática.
Durante os quatro dias de conferencia, vários estudos de caso ilustrando como biotecnologias podem contribuir ao desenvolvimento sustentável foram apresentados: desde o uso de marcadores de DNA para melhorar a produção de ovelhas Deccani na Índia à caracterização molecular para desenvolver cultivos microbianos melhorados para alimentos e bebidas fermentadas na República Dominicana, México e Tailândia.
“Muitas biotecnologias são aplicadas em países em desenvolvimento, como a fermentação e inseminação artificial. Precisamos focar nossos esforços em melhorar o acesso de países em desenvolvimento a essas tecnologias, disse o diretor de Produção e Proteção Vegetal da FAO, Shivaji Pandey.
Fonte: Bárbara Lazcano – Assessora de imprensa da Representação da FAO no México
http://www.fao.org/biotech/abdc/en/

segunda-feira, 5 de março de 2012

O silêncio dos indecentes....

Por Renato Bariani
Em Maringá, faltam vagas em Centros Municipais de Educação Infantil (creches), faltam vagas no cemitério municipal, na saúde pública faltam consultas e procedimentos médicos especializados, falta segurança nas ruas, o trânsito está péssimo e conseguiram piorar o que já não era bom.
O número de mortes e de multas cresce proporcionalmente ao número de acidentes.
Não temos coleta de lixo seletiva e a coleta do lixo urbano está um caos. Virou rotina os bairros da periferia ficarem uma semana sem a presença dos coletores.
"Nos bairros, há anos não se observa os serviços de varrição de rua e muito menos equipes de poda de árvores".
Os kits escolares foram entregues apenas em algumas escolas. Mas a propaganda oficial fez parecer que todos os alunos da rede municipal tenham recebido o tal kit.  A realidade é que a maioria dos alunos da rede municipal ainda não receberam os materiais escolares.
Denúncias gravíssimas envolvem o setor de fiscalização do Município. Dezenas de fiscais foram afastados de seus cargos por supostas irregularidades cometidas no exercício da função pública. O transporte público vai de mal a pior. A secretária da municipal da mulher está acusada de diversos crimes e irregularidades há mais de um mês e a administração municipal mantém-se calada. A lei municipal da ficha limpa, se aprovada, vai arrebatar para as trevas vários secretários municipais que são condenados por crimes cometidos no exercício de cargo público.
"O prefeito municipal detém um escore recordista de processos e condenações em função de atos ilegais e irregulares à frente do cargo que ocupa, inclusive por matar no trânsito".
Entretanto, mesmo com tantos sinais negativos, o prefeito municipal goza de excelente aprovação popular. Pesquisas realizadas dão conta que o mesmo possui aprovação popular superior a 70% (setenta por cento). Dois fatos explicam esta aprovação favorável do atual prefeito municipal, mesmo com tantos sinais ruins acumulados ao longo de mais de sete anos à frente da prefeitura. O primeiro fato é o período de estabilidade e crescimento econômico vivido no Brasil por conta das políticas empreendidas pela esfera do governo federal. O aumento da renda e do consumo da nova classe média ascendeu mais de 30 milhões de pessoas nos últimos anos, proporciona uma sensação de segurança, bem estar e satisfação na população. As pessoas transferem a todas as esferas de governos (municipal, estadual e federal) estes avanços.
O segundo fato que explica esta aprovação favorável do atual prefeito Silvio Barros é o silêncio. Com certeza é a prefeitura de Maringá o maior anunciante dos meios de comunicação não só de nossa cidade, mas também de toda a região. O programa de televisão com maior índice de audiência do horário do almoço na cidade é com certeza o que detém a maior conta de publicidade da prefeitura. Em mais de 7 anos do governo municipal, o referido programa de televisão, jamais apresentou qualquer crítica à administração municipal sem antes combinar o jogo e o resultado  populista com o prefeito municipal.
Vivemos tempos difíceis em Maringá. Está em curso um jogo político nefasto e silencioso para manter o controle da prefeitura municipal nas mãos do atual grupo político que governa a cidade. Uma obra sombria de engenharia eleitoral do mal para garantir mais quatro anos de desmandos, pilhagem e saque do patrimônio público. Tudo sob resguardo do governador do Estado, Beto Richa, e com a participação de algumas lideranças políticas e empresariais conhecidas da cidade.

Comemoração do Dia da Mulher vai lembrar a história do voto feminino

mulheresptA participação feminina na política brasileira será o tema das comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, na Câmara.Os 80 anos de Conquista do Voto Feminino - Mulher no Poder, serão lembrados na programação organizada pela bancada feminina e pela Procuradoria Especial da Mulher. Segundo a deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), coordenadora da bancada feminina na Casa, os eventos têm como objetivo relembrar a história do voto feminino, iniciada nas eleições de 1932, no governo de Getúlio Vargas, as conquistas políticas das mulheres e os próximos desafios.
“Mais do que uma comemoração, o voto feminino é motivo de luta, já que não conseguimos alcançar ainda os objetivos defendidos pelas operárias têxteis que ocuparam uma fábrica de Nova Iorque e morreram queimadas em 1857”, afirmou Janete Pietá. Ela disse que as mulheres continuam reivindicando a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais; a melhoria na qualidade de vida da mulher no trabalho, e a igualdade salarial entre homens e mulheres.
Programação - Na próxima terça-feira (6) será realizado Seminário em Comemoração ao Dia 8 de março das 14h às 18h, no Auditório Nereu Ramos. Participam da abertura dos trabalhos, as ministras da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros, entre outros convidados.
A deputada Dalva Figueiredo (PT-AP) coordenará a Mesa de debate sobre o Lançamento do Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2012- “Igualdade de Gênero e Desenvolvimento”. A palestra será feita por Otaviano Canuto, vice-presidente do Departamento de Redução da Pobreza e Gestão Econômica do Banco Mundial. A senadora Ângela Portela (PT-AC) será uma das debatedoras.
Os 80 anos do Voto Feminino e a Reforma Política será o tema do segundo debate, com a participação da deputada Erika Kokay (PT-DF), da senadora Ana Rita (PT-ES). No mesmo dia às 19h30min, as parlamentares participam da abertura da Exposição: 80 anos do Voto Feminino, na galeria do corredor do Plenário.
Na quarta-feira (7), às 10h , o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e o Diretor do Banco Mundial para o Brasil, Mahktar, assinam acordo de Cooperação do Fundo de Desenvolvimento Institucional, no salão nobre. O Programa do Fundo de Desenvolvimento Institucional do Banco Mundial premiou com US$ 300 mil (cerca de R$ 516 mil ) o projeto Fortalecimento da Capacidade Institucional da Procuradoria da Mulher da Câmara dos Deputados.
No dia 13 de março será realizada sessão solene do Congresso em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A presidenta Dilma Rousseff será uma das agraciadas com o diploma Mulher Cidadã Bertha Luz pelos serviços prestados ao País na defesa dos direitos femininos. A sessão está prevista para às 10h no Plenário do Senado Federal. O lançamento interno do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça será realizado no dia 20 às 15h, no Salão Verde da Câmara.
Ivana Figueiredo.

NOTA PÚBLICA! A Reforma Agrária no Pontal do Tigre, no Município de Querência do Norte - PR, está ameaçada...

Na quinta-feira, 01 de março de 2012, os assentados do Pontal do Tigre, Município de Querência do Norte-PR, residentes na área desde 1988 (ano da ocupação) e com imissão de posse da terra pelo governo federal, desde 1995, foram surpreendidos pelo INCRA com a informação de que o antigo proprietário da área (Grupo Atalla) ganhou em última instância o direito de reaver a área de 10.800ha.
As mais de 326 famílias assentadas, estamos perplexos com a informação, pois já estão legalmente assentadas há 17 anos.
Lembro que até 1988 a área Pontal do Tigre era improdutiva. Atualmente, além de produtiva, os assentados construíram toda uma vida estruturada com tudo o que se possa imaginar.
Neste momento faz-se necessário o envolvimento do Brasil em busca de esforços político, social e jurídico.
Encontrar caminhos jurídicos e políticos para reverter a situação é PRIORIDADE para a próxima semana. Penso urgente o envolvimento de entidades como MNDH-Brasil, RENAP, Rede Nacional de Direitos Humanos, OAB, Justiça global, Terra de Direitos e tantas outras, assim como do Ministério Público e políticos defensores da terra para fins sociais (produtividade) e não para fins de especulação.
Para conhecer melhor a história do Pontal do Tigre e de seus assentados (agora em risco de despejo), leia o livro "História social: da invasão do Brasil ao maxixe e lambari", resultado de pesquisa de mestrado: http://www.graficamassoni.com.br/livros/0428120034.pdf


Coletivo de Estudos e Educação em Direitos Humanos (CEEDH) - MARINGÁ-PR


Veja abaixo matéria no Site Incra/Mst.
1 de novembro de 2011

Da Página do Incra

Dois assentamentos do Incra localizados em Querência do Norte, no Paraná, ajudam a colocar o município na liderança da produção de arroz em casca no estado. Em 2010, as 397 famílias que vivem em duas áreas de reforma agrária com aptidão para produção do arroz, foram responsáveis por cerca de 45% das 38.482 toneladas colhidas no município.
Os assentamentos são Pontal do Tigre (327 famílias) e Che Guevara (70 famílias). Querência do Norte responde, sozinha, por 0,34% da produção nacional de arroz. O rendimento médio, de 6.538 quilos por hectare, é bastante superior à média nacional, de 4.127 quilos por hectare.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26), em Curitiba (PR), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte da pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2010. No plano nacional, de acordo com o IBGE, o valor da produção agrícola cresceu 8,9% em relação a 2009, conforme dados do PAM 2010. No caso do arroz em casca, o país destinou 2,7 milhões de hectares para o plantio, com 11,2 milhões de toneladas produzidas no último ano. O município de Uruguaiana (RS) é o maior produtor do país, com 507,7 mil toneladas colhidas em 68,7 mil hectares.
Sucesso com cooperativa
O sucesso da produção em Querência do Norte se dá principalmente pelo desenvolvimento de atividades da Cooperativa de Comércio e Reforma Agrária Avante (Coana), formada por mil famílias de assentados do Incra na região Norte do estado. A cooperativa tem capacidade para beneficiar 40 toneladas do produto diariamente. Há 15 anos em atividade, a Coana recebe do Incra apoio para assistência técnica, por meio de convênio com o governo paranaense.
Alvício Cristo, morador do assentamento Pontal do Tigre, em Querência do Norte, é um dos cooperativados. Ele planta arroz no lote de 40 hectares e colhe, em média, mil sacos do produto por ano. "Trabalhava como agregado no Oeste do Paraná e cheguei a ir para Santa Catarina em busca de trabalho, mas não encontrei. Queria continuar no campo e agora não saio mais do meu lote", diz. Com a renda obtida, ele investe em maquinário e em melhorias na residência - de alvenaria e quatro quartos.
Outro assentado do Pontal do Tigre que se dedica ao plantio do cereal e faz parte da Coana é Celso Anghiloni, que há 13 anos vive na área de reforma agrária. "Só com o arroz, a renda líquida mensal de cada família gira em torno de R$ 3 mil por mês", conta.

Centros produtores de alimentos
Para o superintendente regional do Incra no Paraná, Nilton Bezerra Guedes, a posição de destaque de Querência do Norte na pesquisa PAM 2010 evidencia a importância da criação de assentamentos nos municípios. "Temos um caso emblemático de como a reforma agrária dá certo com a organização dos assentados em atividades produtivas. Os assentamentos podem e devem ser centros produtores de alimentos", reforça Guedes.

Em junho deste ano, o município recebeu a visita do ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, do presidente do Incra, Celso Lisboa de Lacerda, e do diretor de investimentos do BNDES, Élvio Gaspar. Eles conheceram a usina de beneficiamento de arroz e o laticínio da Coana, que em 2007 foi beneficiada com R$ 1,5 milhão do BNDES para fortalecer a cadeia do leite.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Renato Bariani – Vice Presidente do PT representará o Partido na Audiência sobre os $uper$alários na Câmara de Vereadores.

O Diretório Municipal do PT - Partido dos Trabalhadores de Maringá em reunião realizada na manhã de domingo (26) de fevereiro 2012 apontou a necessidade de o partido fazer-se presente, (junto com as demais entidades que compõe o Movimento $uper$aláriosnão!) na discussão que ocorrerá na Câmara de Vereadores, para debater os subsídios de Vereadores, Prefeito e Secretários.
É um assunto relevante e a participação do partido nesta discussão foi deliberada para reforçar e legitimar um processo de manifestação plural e democrática na defesa do bem público e da participação popular. Posição que sempre foi histórica na trajetória política do PT
Foto Odiário - convocação do ato de protesto!
O Partido dos Trabalhadores não defende nenhum dos estudos apresentados pelos Recursos Humanos da Câmara de Vereadores. Afirma como urgente a revisão do reajuste aos subsídios do Prefeito, Secretários e Vereadores em função da realidade vivida nos dias de hoje no Brasil. A revisão imediata é entendimento unânime das demais entidades que compõe o Movimento $uper$aláriosnão!

Qualquer proposta de reajuste deve estar respaldada num amplo processo de diálogo com a população e intrinsecamente sintonizado com a realidade salarial de todos os Servidores e Servidoras Municipais.

Os únicos aumentos que o PT entende serem necessários neste momento são os aumentos da democracia, da representatividade social do legislativo municipal, aumento da transparência nas contas do município e o aumento da informação isenta e honesta à população maringaense.

Sem esquecer que o aumento dos valores dos subsídios, veladamente, foi vinculado à manutenção do número de 15 vereadores em Maringá.

O PT também indicou a Secretária Geral, Cibele Telles Campos para participar da audiência.