quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A Campanha da Fraternidade “A terra geme em dores de parto” e a Usina de Incineração do Lixo em Maringá.

O Lema da Campanha da Fraternidade 2011 nos chama a atenção e leva a questionamentos. Em Romanos, São Paulo diz: “sabemos que a criação inteira geme e sofre as dores de parto até o presente” (Rm 8,22). O contexto dessa afirmação de São Paulo é a descrição da condição humana, marcada pelo pecado e, entretanto, salva pela graça de Cristo que introduz na experiência humana a força restauradora do Espírito Santo.
 A CF deste ano traz para nossa reflexão a preocupante situação de nosso planeta, nossa casa, que sofre os efeitos de uma exploração predatória de seus recursos naturais. A afirmação de Paulo ganha força nova diante do quadro que vivemos. São Paulo afirma que “a criação foi submetida à vaidade – não por seu querer, mas por vontade daquele que a submeteu na esperança de ela também ser liberta da escravidão, da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus” (8,21-21).

O gemido da criação aparece hoje na deterioração do meio ambiente, consequência de uma exploração descuidada e, muitas vezes, gananciosa dos recursos do planeta. A quaresma é tempo de enfrentar com Jesus as grandes tentações que estão na raiz de todos os males nascidos das decisões humanas. O evangelho exige conversão da consciência individual e coletiva da humanidade.  Sem esta conversão não será possível reverter o quadro dramático de destruição das condições de vida saudável em nosso planeta.

 Quaresma é tempo de conversão, conversão profunda que mude costume e gere políticas globais de defesa da vida em todas suas dimensões. É tempo de oração e de tomada de posição diante de uma cultura em que o consumismo desenfreado sustenta a ganância de um lucro que, em longo prazo, se transformará em irreparável prejuízo para toda humanidade. Nessa semana somos convidados a rezar pelas pessoas que estão sofrendo com enchentes, deslizamentos em nosso país e também pelo povo amigo do Japão. Audiência Pública da Prefeitura pretende aprovar incineração do lixo em Maringá. Fonte: http://palmeiraonline.com.br/noticias/?p=2724)
Na contramão da história e da própria campanha da fraternidade, a Prefeitura de Maringá pretende, às pressas, aprovar a Usina de Incineração do Lixo em Maringá. Porém, para ser autorizada, a proposta terá que ser debatida e aprovada pela sociedade em Audiência Pública que deve respeitar e cumprir com que for definido para Maringá.
Uma decisão de tamanha importância e gravidade não pode limitar-se aos interesses econômicos ou ser uma decisão tomada às pressas por gestores de um município em final de mandato. Poderosos interesses econômicos estarão presentes na audiência para tentar “aprovar” os seus “Negócios” (Business).  

A audiência pública é o momento em que teremos a oportunidade para sermos ouvidos e de fazer valer a nossa opinião e propostas, por isso ela adquire importância estratégica para o movimento contrário à usina de incineração.


Sabemos que “longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem”.
Em Maringá, pela localização pretendida pela prefeitura para a instalação da usina, que já está análise no Instituto Ambiental do Paraná - IAP, aliada a "dispersão dos ventos", observados pela Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) pode-se afirmar que haverá, com toda a certeza, uma contaminação do ar com fumaça tóxica que carrega altos índices de dioxinas.

Integrante do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania - Maringá, Sarandi e Paiçandu, o Srº Edson Pilatti afirma que os dados apontam que “os apartamentos mais altos serão os mais atingidos”.  A usina de queima de lixo é um atraso e estamos correndo um grande perigo! A Saúde da nossa cidade está ameaçada. A sociedade maringaense precisa ser alertada sobre os perigos da incineração do lixo e o que ela vai causar em Maringá. Dizer não à Usina de Incineração de Lixo é uma questão de inteligência! 
“Deve-se perceber que uma instalação dessas é capaz de transformar 400 toneladas de lixo em no máximo 21 megawatts de energia, suprindo uma cidade de 20 mil habitantes apenas”. Um absurdo! O investimento necessário para uma usina assim está calculado em torno de 150 milhões de milhões de reais. “É um investimento altíssimo e com reduzido retorno e com altos índices de poluição e de contaminação, um custo muito elevado que a sociedade terá que arcar”! “pode-se dizer que é um contrassenso e que a iniciativa obedece apenas aos interesses econômicos de algumas pessoas e/ou grupos” afirma Edson Pilatti.



Mas também é importante dizer que ao contrário do que alguns possam argumentar de que as entidades e os especialistas reunidos no Fórum estão sendo irresponsáveis por ser contra a usina, enganam-se, pois os signatários do fórum apresentam sim propostas e alternativas para a implantação de um modelo de gestão com triagem e beneficiamento dos resíduos de forma correta, valorizando-o como matéria prima reciclável e reutilizável e apostando no trabalho dos catadores e das cooperativas da reciclagem, como orienta a própria Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 Estamos apresentando uma proposta da realização da coleta seletiva e a organização de campanhas de educação ambiental em todos os espaços públicos e privados, incentivando a separação do lixo e a consciência ambiental de que estamos fazendo um bem para a natureza e para a nossa própria saúde e bem estar!

O Mundo todo está evoluindo e percebendo que é necessário reciclar e preservar o meio ambiente. Maringá precisa se modernizar e o moderno é ser saudável e não essas novas e milagrosas tecnologias apresentadas pela administração municipal.
Como vimos à campanha da fraternidade nos leva a refletir sobre o meio ambiente, mas além de refletir temos que agir e enfrentar interesses financeiros de alguns e preservar os nossos recursos naturais e o planeta, além da saúde da população.

Vamos buscar os nossos direitos e vamos apresentar na Câmara Municipal de Vereadores um projeto de lei de inciativa popular para acrescentar ao Código de Meio Ambiente à proibição da alternativa de incineração para fins de cogeração de energia!

Urgente!  
VAMOS MOBILIZAR E PARTICIPAR DA AUDIÊNCIA PÚBLICA E DIZER UM NÃO À INCINERAÇÃO DO LIXO EM MARINGÁ!

Sexta 11 de Novembro.
Hora: 08:00 - 12:00.
Localização:  Prefeitura Municipal de Maringá.
Local Auditório Hélio Moreira.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

PARTICIPE DO ATO E DIGA "NÃO A "INCINERAÇÃO DO LIXO" Audiência Pública da Prefeitura pretende aprovar incineração do lixo em Maringá

Caros(@s) Companheiros(@s),
Na contramão da história a Prefeitura de Maringá pretende, às pressas, aprovar a Usina de Incineração do Lixo em Maringá.

A Audiência terá que debater com a sociedade e definir o futuro do setor.
PARTICIPE DO ATO E DIGA "NÃO A "INCINERAÇÃO DO LIXO"
Data da realização:
Sexta, 11 de Novembro · 07:00 - 12:00
Prefeitura Municipal de Maringá
Auditório Helio Moreira

Urgente vamos mobilizar para participação na Audiência Pública
VAMOS DIZER UM "NÃO" À INCINERAÇÃO DO LIXO EM MARINGÁ! 
 
A página 14 do diário oficial do município publicou Decreto 1.653/2001 que Convoca Audiência Pública para apresentação do Plano de Saneamento Básico do Município de Maringá. Cujo objetivo é:
Art. 4º
III.- Apresentar o Plano de Saneamento Básico
a.- Plano de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos;
b.- Plano de abastecimento de água e esgotamento sanitário.


Uma decisão de tamanha importância e gravidade não pode limitar-se aos interesses econômicos ou ser uma decisão tomada às pressas por gestores de um município em final de mandato. Poderosos interesses econômicos estarão presentes na audiência para tentar “aprovar” os seus “Negócios” (Business).

A audiência pública é o momento em que teremos a oportunidade para sermos ouvidos e de fazer valer a nossa opinião e propostas, por isso ela adquire importância estratégica para o movimento contrário à usina de incineração.
 

Sabemos que “longe de ser uma tecnologia universalmente provada como asseguram seus promotores, a incineração de lixo doméstico com recuperação da energia tem sido uma experimentação, que depois de 20 anos deixou os cidadãos dos países industrializados com a herança de altos níveis inaceitáveis de dioxina e seus compostos em seus alimentos, seus tecidos, seus bebês e na vida selvagem”.











Em Maringá, pela localização pretendida pela prefeitura para a instalação da usina, que já está análise no Instituto Ambiental do Paraná - IAP, aliada a "dispersão dos ventos", observados pela Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) pode-se afirmar que haverá, com toda a certeza, uma contaminação do ar com fumaça tóxica que carrega altos índices de dioxinas.


Integrante do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania - Maringá, Sarandi e Paiçandu, o Srº Edson Pilatti afirma que os dados apontam que “os apartamentos mais altos serão os mais atingidos”. A usina de queima de lixo é um atraso e estamos correndo um grande perigo! A Saúde da nossa cidade está ameaçada. A sociedade maringaense precisa ser alertada sobre os perigos da incineração do lixo e o que ela vai causar em Maringá. Dizer não à Usina de Incineração de Lixo é uma questão de inteligência!
“Deve-se perceber que uma instalação dessas é capaz de transformar 400 toneladas de lixo em no máximo 21 megawatts de energia, suprindo uma cidade de 20 mil habitantes apenas”. Um absurdo! O investimento necessário para uma usina assim está calculado em torno de 150 milhões de milhões de reais. “É um investimento altíssimo e com reduzido retorno e com altos índices de poluição e de contaminação, um custo muito elevado que a sociedade terá que arcar”! “pode-se dizer que é um contrassenso e que a iniciativa obedece apenas aos interesses econômicos de algumas pessoas e/ou grupos” afirma Edson Pilatti.




Mas também é importante dizer que ao contrário do que alguns possam argumentar de que as entidades e os especialistas reunidos no Fórum estão sendo irresponsáveis por ser contra a usina, enganam-se, pois os signatários do fórum apresentam sim propostas e alternativas para a implantação de um modelo de gestão com triagem e beneficiamento dos resíduos de forma correta, valorizando-o como matéria prima reciclável e reutilizável e apostando no trabalho dos catadores e das cooperativas da reciclagem, como orienta a própria Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.


Estamos apresentando uma proposta da realização da coleta seletiva e a organização de campanhas de educação ambiental em todos os espaços públicos e privados, incentivando a separação do lixo e a consciência ambiental de que estamos fazendo um bem para a natureza e para a nossa própria saúde e bem estar!


O Mundo todo está evoluindo e percebendo que é necessário reciclar e preservar o meio ambiente. Maringá precisa se modernizar e o moderno é ser saudável e não essas novas e milagrosas tecnologias apresentadas pela administração municipal.

LEMBRANDO:
O Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania - Maringá, Sarandi e Paiçandu, definiu em reunião no dia 18 de outubro no Anfiteatro do colégio Marista a organização de uma Campanha Contra a Incineração do Lixo e em Defesa das Cooperativas de Reciclagem.


OS MOTIVOS:

O Fórum manifesta-se desfavorável à proposta de instalação de uma usina de incineração no âmbito do Município de Maringá pelas seguintes razões:

  · porque se trata de medida extremamente arriscada, sob diversos pontos de vista, especialmente porque não há ainda um sistema de incineração operante no Brasil e também não há um sistema de controle de gases rigoroso em nosso país, cabendo prestigiar no caso o princípio maior do Direito Ambiental, que é o da prevenção-precaução, evitando-se riscos desnecessários ao meio ambiente e à saúde pública;

· porque a matriz energética brasileira é fundada em outras bases, sendo considerada uma das mais limpas do mundo, enquanto tal fonte de energia é altamente questionável do ponto de vista de seu potencial poluente;

· porque deve ser objeto de um amplo debate público e integrar a proposta de um plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, não podendo ser tratada de forma isolada e desconectada da questão da gestão como um todo;

· porque a incineração, nos termos da legislação vigente, deve ser precedida de outras medidas e políticas públicas, especialmente de políticas voltadas à educação ambiental (não geração, redução, reutilização), à correta segregação de resíduos e à reciclagem, o que não foi providenciado, a contento, no âmbito do Município de Maringá;

· porque o Município de Maringá sequer está cumprindo aquilo a que foi condenado em processo movido pela Promotoria do Meio Ambiente - que são obrigações básicas no que diz respeito ao gerenciamento de resíduos – , conforme manifestação da própria Promotoria, que entende que a proposta da incineração fere não só a decisão prolatada no processo, mas também a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos, tratando-se de uma tentativa do Município de exonerar-se de cumprir aquilo que deve ser cumprido.

· porque, conforme foi relatado pela própria empresa sondada pela Prefeitura para os estudos acerca do projeto de incineração – a qual compareceu, a pedido, em reunião realizada pelo Fórum - , o volume de material necessário ao funcionamento da unidade seria bastante elevado, demandando possivelmente a queima também de material reciclável, o que representaria um prejuízo à sociedade como um todo e principalmente aos trabalhadores envolvidos com o material reciclável.

Veja no link abaixo um manifesto geral sobre a Incineração onde inclua-se a proposta para Maringá.
http://www.incineradornao.net/manifesto/

Acesse o Abaixo Assinadohttp://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2011N14762

Cordel “A maldição dos Agrotóxicos ou o que faz o Agronegócio”

Cordel produzido pelo Núcleo Tramas – UFC, UECE, MST, Cáritas Diocesana de Limoeiro, CSP-Conlutas e CPT.

Clique na imagem para baixar o material.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

JPT realiza 2º Congresso Estadual nos dias 29 e 30 de outubro, em Maringá 
PT Paraná

 A Secretaria de Juventude do PT Paraná realiza nos dias 29 e 30 de outubro, em Maringá, o 2º Congresso Estadual da JPT. Durante o evento, a juventude irá debater o plano de atuação para o próximo biênio, incluindo as atividades relacionadas a organização e formação, além das eleições municipais de 2012.

O congresso é aberto a todos os jovens (até 29 anos) filiados do PT Paraná. Para se inscrever, os interessados devem enviar email para a secretária de Juventude do PT/PR, Amanda Lemes. O email é amanda@pt-pr.org.br.

Durante o encontro estadual também será eleita a nova direção da Secretária de Juventude do PT/PR além dos delegados que irão representar o Paraná no Congresso Nacional da Juventude petista. Tem direito a voto apenas os delegados eleitos nos Congressos Municipais.

 A abertura do congresso será na Câmara de Vereadores de Maringá, às 9 horas e, a partir das 13 horas, as atividades serão realizadas na Chácara Reluz, localizada na estrada do Zaúna. A última plenária do encontro será realizada após o almoço de domingo.

Ela também afirma, "o congresso estadual é o momento mais relevante da organização da JPT no estado, pois é nele que saem as principais diretrizes da atuação dos jovens petistas do próximo período, além de ser uma ótima oportunidade para aqueles que querem iniciar sua militância partidária".

Programação
 Sábado (29/10)

9h - Abertura (Câmara de Vereadores de Maringá)

Mesa de Abertura

Balanço da Gestão 2010/ 2011

13h - Alojamento e Almoço (Chácara Reluz - estrada do Zaúna)

15h - Mesa de Debate - Políticas Públicas de Juventude e Organização da JPT

16h - Café

16h 30min - Grupos de Trabalho - Movimento Estudantil

- Juventude Sindical

- Juventude do Campo

- Cultura

- Mulheres

20h - Jantar

22h - Atividade Cultural


Domingo (30/10)

9h - Mesa de Debate - Eleições 2012 e o Papel da Juventude

12h - Almoço

14h - Plenária Final / Eleição dos delegados p/ etapa Nacional / Eleição da nova Executiva / Eleição do Secretário(a) estadual da JPT

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida em Maringá

"Desde 2008 o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos".

Aqui você tem acesso ao documentário:
do cineasta Silvio Tendler.
O veneno posto à mesa vai pra dentro de você!
Campanha contra os OFENSIVOS AGRÍCOLAS no Brasil.

☠☠☠☠ESTAMOS COMENDO VENENO ☠☠☠☠
Agrotóxicos: saiba mais
Fonte: Globo News - Cidades e Soluções

qui, 04/08/11 - por Marina Saraiva |
Confira onde conseguir mais informações sobre o tema do programa desta semana.

- A Anvisa mantém uma linha telefônica gratuita para o Disque-Intoxicação, serviço de informação e esclarecimento à população sobre produtos tóxicos em todo o Brasil: 0800 722 6001.
- Conheça o Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas, o Sinitox. No site, você encontra os registros de intoxicações no Brasil, por região e por produto tóxico.

Secretaria de Vigilância em Saúde divulga dados de intoxicação por agrotóxicos no Brasil

Segunda edição do Informe Unificado das Informações sobre Agrotóxicos Existentes no SUS traz resultados das pesquisas do Sinitox realizadas de 1985 a 2006

 - No site da Fersol,você encontra mais informações sobre a fabricante brasileira de metamidofós.
- Clique aqui para acessar a íntegra da Nota Técnica elaborada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz e apresentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, recomendando a proibição do uso do metamidofós no Brasil.
- Também no site da Anvisa, conheça o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, o PARA, que divulga anualmente os índices de agrotóxicos encontrados em alimentos in natura que chegam à mesa do consumidor.
- No blog Em Pratos Limpos, mantido pela AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa – você encontra informações sobre a Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.
- No site do Instituto Humanitas Unisinos, confira a entrevista com o médico sanitarista Wanderley Pignati sobre os efeitos dos agrotóxicos.

A cartilha do Dr. Rosinha contra os Agrotóxicos - 2009.

A Cartilha do Dr Rosinha sobre os Agrotóxicos!
6 ago 2009 -
para baixar a cartilha clique na imagem
Fonte: jornal do Zé: http://jornale.com.br/zebeto/2009/08/06/a-cartilha-do-dr-rosinha/

O deputado federal Dr. Rosinha (PT) lançou ainda em 2009 uma publicação especial sobre a utilização de agrotóxicos. A cartilha trata dos riscos da contaminação, da fiscalização e controle pelo setor do Estado e da legislação brasileira e também aborda temas como a agroecologia, transgênicos e fertilizantes. “Os agrotóxicos trazem riscos para os trabalhadores rurais, para os consumidores de alimentos e para o meio ambiente”, diz o deputado. “Por isso, o debate é fundamental para a vida de todos”, complementa.

Até 2009 o deputado petista já havia apresentado no Congresso Nacional pelo menos sete projetos relacionados aos agrotóxicos – uma área dominada pelas poderosas multinacionais.

Esta luta contra os agrotóxicos é uma luta de davi e golias.

 ENquanto uns provam e comprovam que os ditos venenos fazem mal a saúde das pessoas diretamente pelo residual que fica nos alimentos, outra parte contamina o solo e a água. Por outro lado, as multinacionais dos venenos pagam a cientistas para produzirem pesquisas com resultados que desmintam os males.

A ética no meio científico devia ser algo forte, mas o poderio econômico corrompe especialistas para que partam de premissas faltas para obter inverdades como se fossem verdades, sob a chancela de currículos e instituições que deveriam ser banidas do mercado, se o rompimento com a ética fosse crime passível disso.

O duro é ouvir pessoas que não tem ligação com as indústrias dos agrotóxicos ou trangênicos, como é o caso de certos jornalistas, comentaristas, que jamais plantaram um pé de alface, que emitem opiniões não abalizadas pela ciência ética, em favor dessas indústrias, como se comprados fossem como são certos cientistas.

Baixe a cartilha aqui: http://www.drrosinha.com.br/wp-content/uploads/p19-1.pdf

ABSURDO: Por interesses econômicos particulares Prefeito Silvio Barros está impedindo a construção das casas geminadas


O Prefeito Silvio Barros está impedindo a construção das casas geminadas.

O Primeiro efeito da Lei de proibição das geminadas será uma redução dos financiamentos do Minha Casa Minha Vida!

Com o aumento da família, o proprietário não poderá fazer a divisão das datas e ficará inviável acessar os financiamentos para novas construções!

A redução da "oferta" de imóveis na cidade, pode gerar um efeito de maior valorização dos mesmos! Pode-se concluir, portanto, que a "concepção é preconceituosa e conservadora! Querem uma Maringá "Esteticamente Rica"!

Para isso, retira-se os " pobres" e/ou "clase média" de Maringá. Valoriza-se as atuais datas (imóveis) com aumento do valor de mercado dos seus respectivos empreendimentos imobiliários, com maior procura e venda de apartamentos, melhorando os seus negócios!

Vejam a história dos Donos da Cidade - Além do conjunto Habitacional Cristina Helena Barros - tem outros da Família - como o Conjunto Habitacional Odwaldo Bueno Netto - Veja na Carta ABaixo da Matriarca dos poderosos de Maringá. http://familiabuenonetto.com/index_files/Page959.htmhtm
diga não ao artigo 39 do projeto das casas geminadas

Veja Artigo abaixo: Como Baixar o Preço da Terra Urbana

Todos os gestores públicos maringaenses são unânimes em afirmar que não há como baixar os preços da terra e, por isso, não é possível construir habitação de interesse social na cidade. Não concordamos com tal afirmação, pois a legislação atual oferece instrumentos para fazer despencar esses preços.
Eles cairão se o poder público notificar os proprietários de grandes áreas, dando-lhes um ano para o parcelamento e, findo esse prazo, pela utilização dos vazios urbanos para edificar habitação popular.Além do cumprimento da função social da propriedade e de outras vantagens que isso significaria, o parcelamento dessas grandes áreas vazias garantiria locais adequados de moradia para todas as classes sociais, minimizaria o sofrimento causado pelos deslocamentos em função dos precários serviços de transporte coletivo, diminuiria os impactos ambientais que decorrem da ampliação urbana, caracterizada pelo espraiamento urbano e pelo avanço horizontal do perímetro em direção às roças, acabando com as terras agricultáveis.Dar utilização imediata aos vazios urbanos existentes em Maringá levará a uma urbanização compacta, à utilização de todo o potencial investido até hoje em asfalto, redes de água, esgoto, energia, telefonia. Isso evitará desarticulações urbanas e desvios viários, utilização das áreas vazias como lixões, becos, terrenos baldios inseguros para toda a vizinhança, cultivo de soja e outras culturas e pulverização com defensivos agrícolas.Utilizar os vazios urbanos significa garantir o direito à cidade para todos que nela moram e trabalham. Mas significa, principalmente, coibir o uso especulativo da terra. E esse é o grave problema que a prefeitura não enfrenta.Se a lei for cumprida pelo prefeito o preço da terra despencará. Para isso, o Executivo deve utilizar os diversos instrumentos urbanísticos que compõem o Plano Diretor como as Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), o Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios, o IPTU Progressivo no Tempo, a Desapropriação com Pagamento em Títulos da Dívida Pública, os Consórcios Imobiliários, o Direito de Preempção e a Concessão de Direito Real de Uso.Como membro do Conselho de Planejamento e Gestão Territorial, vimos insistindo na necessidade de flexibilizar a legislação para viabilizar projetos habitacionais de interesse social, pois pela legislação vigente Maringá continuará a excluir população de rendas mais baixas para as cidades vizinhas. O instrumento que torna possível isso é a Zeis: "uma categoria de zoneamento que permite o estabelecimento de um padrão urbanístico próprio e diferenciado para determinadas áreas da cidade".
Flexibilizar significa fazer diferente do "padrão maringaense", do modelo urbanístico tecnocrata, segregador e excludente que vigorou até ontem. E não estamos aqui defendendo moradia de péssima qualidade mas, ao contrário, estamos mostrando a possibilidade de edificar habitação de interesse social em áreas bem localizadas, ainda que em lotes menores e com parâmetros distintos daqueles definidos para as demais áreas residenciais.Eu não sei quem são os proprietários das áreas vazias, maiores que 2.000 metros no perímetro urbano de Maringá. Mas sei que são poucos e são beneficiários históricos das políticas urbanas excludentes que se adotou em Maringá.
Hoje elas podem ser revertidas e a dificuldade não é mais a falta de instrumentos jurídicos e urbanísticos, mas se restringe somente à falta de vontade política e ao descomprometimento do gestor público com o cumprimento da função social da cidade e com o sonho da casa própria do povo maringaense na cidade que escolheu para viver.
Ana Lúcia RodriguesProfessora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (UEM), coordenadora do mestrado profissional em Políticas Públicas e do Observatório das Metrópoles (núcleo Maringá) última atualização em Sáb, 31 de Julho de 2010 09:21

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MARINGÁ CRIA NÚCLEO LOCAL DO CEBES

Em breve estaremos postando novas notícias sobre as atividades do Núcleo Cebes constituído em Maringá.
clique na imagem para abrir o site

O Núcleo foi criado em atividade realizada na UEM na Programação de debates do ProAção


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Reunião Plenária discussão de candidatura a Vereador da Democracia Socialista em Maringá.

Caros amigos(@s) e companheiros(@s)

No dia 23/10 - domingo - faremos uma:


Reunião Plenária discussão de candidatura a Vereador da Democracia Socialista em Maringá.


A reunião é aberta a presença de apoiadores!

Pauta:

  1. Planejar e organizar as atividades até o final do ano de 2011
  2. Participação da DS nas comissões temáticas de discussão do programa de governo.
  3. Assustos gerais...
Local: Casa do Professor Aldevino
Prof. Itamar Orlando Soares, 193
Próximo e ao lado do restaurante novo!
Ao lado da UEM - Mesma Rua das sedes da ADUEM e SINTEMAAR
Hora: 09h:00m

terça-feira, 18 de outubro de 2011

CCJ aprova PL de Dr. Rosinha, com novas regras para aplicação aérea de agrotóxicos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (04) novas regras para a aplicação de agrotóxicos por aeronaves. De acordo com a proposta (PL 740/03) do deputado Dr. Rosinha (PT-PR), os agrotóxicos só poderão ser aplicados por via aérea se o desvio do produto para áreas próximas não causar dano a plantações, animais terrestres ou aquáticos, áreas de proteção ambiental ou de preservação permanente, e à saúde da população.
O projeto também proíbe a aplicação aérea de agrotóxicos que tenham em sua composição química o ácido 2,4-D (diclorofenoxiacético). Segundo Dr. Rosinha, há indícios de que o produto seja cancerígeno. Esse foi o ponto mais debatido na comissão, já que o 2,4-D é usado em grandes áreas de plantio.
O relator na CCJ, deputado Vilson Covatti (PP-RS), apresentou parecer contrário à proposta. O parecer de Covatti, no entanto, foi derrotado, e a comissão adotou o parecer do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS).
“Com o PL, temos mais um instrumento legal no controle da devastação ambiental e no cuidado à saúde do trabalhador", argumenta Rosinha, lembrando que o 2,4-D também causa o desfolhamento de árvores em áreas de floresta. O agrotóxico foi inclusive usado pelos americanos na Guerra do Vietnã, para localizar soldados vietnamitas.
"Está muito claro que o uso, sem restrição, de aviões para pulverizar lavouras representa um risco para a saúde do trabalhador, para o meio ambiente e para as propriedades vizinhas", enfatiza Dr. Rosinha. "Minha proposta não prejudica os agricultores. A mudança que proponho à Lei dos Agrotóxicos (Lei 7.802/89) apenas estabelece critérios para a utilização".
Tramitação
Duas comissões tiveram pareceres contrários sobre a proposta. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural aprovou o projeto sem a proibição do ácido 2,4-D, enquanto a de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentávelque a proibição é essencial. Por essa razão, o projeto que tramitava em caráter conclusivo ainda será analisado pelo Plenário.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Prefeitura de Maringá quer rasgar a Lei da Politica Nacional para resíduos sólidos que levou duas décadas para sair do papel

Passaram-se 21 anos, desde o primeiro projeto até a sanção da lei nº 12.305 pelo Congresso Nacional para definir o marco legal que ordena a gestão e o gerenciamento dos resíduos produzidos ao longo das diversas etapas do processo de produção e de consumo.

Três tópicos são apontados como as causas de tamanha demora. A incineração como medida para a destinação final dos resíduos gerados, a inclusão da logística reversa – que coloca nas mãos do setor privado a responsabilidade pelo recolhimento das embalagens e dos produtos descartados no pós-consumo – e a importação de materiais descartados em outros países, especialmente de pneus para remoldagem. Foco de divergências dentro do próprio governo federal, esse último tópico acabou superado em 2009, com a proibição da importação de pneus usados pelo STF.

A incineração de resíduos descartados opôs, de um lado, ambientalistas e entidades de catadores de recicláveis e, de outro, multinacionais de plantas incineradoras e empresas nacionais interessadas em suprir sua crescente demanda por materiais de alto poder calorífico, como plásticos. “Havia uma disputa em torno desses resíduos que, para os catadores é fonte de renda, e para as incineradoras, um insumo que lhes permite diminuir o consumo de combustível no processo de queima”, explica Titan de Lima que acompanhou por 15 anos a tramitação do tema, como assessor da Liderança do PT na Câmara dos Deputados. A incineração tinha ainda a oposição de entidades ambientalistas por seu caráter poluente. Mesmo como última opção, foi suprimida da lei.

Somente em 2008 foram superadas as divergências em torno da logística reversa, tida com um dos problemas críticos do pós-consumo, ou seja, a destinação final de embalagens e de produtos como pilhas, baterias, pneus, lâmpadas e eletroeletrônicos. “A indústria argumentava que se tratava de um instrumento de gestão dos resíduos, e que não caberia a uma lei dizer ao setor como fazer”, destaca Titan de Lima. Segundo Grace Dalla Pria, gerente de meio ambiente da CNI, a indústria nunca foi contra a logística reversa.

“Nós defendíamos que a responsabilidade sobre a gestão dos resíduos fosse compartilhada por todos os atores do ciclo de vida do produto”, explica.

“A posição da indústria foi perdendo força, e começamos a discutir também a responsabilidade compartilhada para toda a cadeia produtiva e os instrumentos econômicos para financiar as medidas previstas”, explica o deputado Arnaldo Jardim. Ainda assim, o artigo que detalha a logística reversa esteve sob pressão até dias antes da aprovação do texto final. “Fizemos muita pressão para que a menção a lâmpadas e eletroeletrônicos fossem incluídos de novo ao texto”, recorda Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), para quem a inclusão da logística reversa é um avanço importante trazido pela lei.

O texto aprovado traz um capítulo com instrumentos econômicos para financiar várias das medidas previstas. Após ter sido sancionada pelo presidente da República no início de agosto, a Política Nacional de Resíduos Sólidos seguiu para a etapa de regulamentação, sob os cuidados do Ministério do Meio Ambiente.

CONVITE PARA DEBATE:

Dia 21 - Sexta Feira - 19hs -
Na Universidade Estadual de Maringá
BLOCO 125 - DACESE
DEBATE:
CEBES - UMA TRAJETÓRIA DE LUTAS EM DEFESA DO SUS. 
O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, desde sua criação em 1976, tem como eixo principal de seu projeto a luta pela democratização da saúde e da sociedade. Nesses mais de 30 anos de atuação, como centro de estudos que aglutina profissionais e estudantes, assegurou seu espaço como produtor de conhecimentos com uma prática política concreta, seja em nível dos movimentos sociais, das instituições do país e do parlamento brasileiro.

Durante toda sua trajetória, e cada vez mais, o CEBES continua empenhado em fortalecer seu modelo democrático e pluralista de organização; em orientar sua ação para o plano dos movimentos sociais, sem descuidar de intervir nas políticas e práticas parlamentares e institucionais; em aprofundar a crítica e a formulação teórica sobre as questões de saúde; em contribuir para a consolidação das liberdades políticas e para a constituição de uma sociedade mais justa em nosso país.











Debate faz parte da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Favor da Vida.

PARTICIPE!

Veja no linck  abaixo a LOSAN que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada e dá outras providências.

Ver site da Presidência da República:



http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11346.htm
 
Veja também no Linck a Cartilha “O Olho do Consumidor”

A cartilha “O Olho do Consumidor” foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor

Quer fazer o download da cartilha? Clique abaixo:
http://economiasolidariaeagroenergiaparana.blogspot.com/2011/10/cartilha-o-olho-do-consumidor.html?spref=fb

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida!

Escola Milton Santos de Maringá convida para reunião de Organização de lançamento da Campanha em Maringá

Com o objetivo de organizar o lançamaneto da Campanha em Maringá, estamos convocando a todos e todas para uma reunião em caráter de urgência, para HOJE, TERÇA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO, ÀS 18 H, NA UEM, BLOCO 21, SALA DO NADS. Nossa proposta é aproveitarmos a vinda do companheiro João Pedro Stédile a Maringá, no dia 5 de outubro (semana que vem!), para marcar com uma conferência o lançamento da Campanha.
Diversos movimentos sociais, associações, ONGs e demais organizações têm promovido, Brasil afora, a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida.
A campanha já foi lançada em 12 estados, em todas as regiões do país, com diferentes atividades: audiências públicas no parlamento, feiras de produtos da Reforma Agrária, distribuição de alimentos produzidos sem agrotóxicos, seminários de estudos e atos públicos de denúncia.
Enviamos, nos links abaixo, mais informações. Esperamos contar com a presença de todos amanhã. Abraços,
Escola Milton Santos
Coordenação Político Pedagógica

Dominique Michèle Perioto Guhur
Maringá - Paraná

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Partido dos trabalhadores Maringá realiza 1ª plenária para a elaboração do seu programa de governo rumo à vitória municipal em 2012


Após o diretório municipal do Partido dos Trabalhadores realizar um planejamento eleitoral e constituir o GTE/ 2012 - GRUPO DE TRABALHO ELEITORAL aconteceu neste domingo, na sede do SINTEEMAR em Maringá, a primeira plenária de elaboração do programa de governo do PT de Maringá.

Ficou definido um processo público e participativo para a elaboração do programa a ser apresentado à sociedade Maringaense em 2012.   

O Presidente Estadual do PT e Deputado Ênio Verri que também é o pré-candidato do PT à Prefeitura de Maringá esteve presente “nós do PT crescemos e amadurecemos em todos os aspectos, estamos governando o país a praticamente nove anos e já governamos Maringá, temos mais experiência e sabemos o que precisamos fazer, temos que dialogar com a população e levantar as demandas específicas de cada área e escutar a voz do povo maringaense que são os usuários dos serviços públicos municipais”, afirmou.

Estamos nos aproximando das eleições municipais e como queremos governar novamente essa cidade precisamos da nossa militância a todo vapor comentou o Vereador Mario Verri, que também é o Presidente do PT Municipal em Maringá.

O Vereador e líder da Bancada do PT na Câmara de Vereadores Humberto Henrique aponta a necessidade da mobilização do partido e da participação da sociedade na qualificação dos serviços públicos e do controle sobre os gastos municipais.

"Teremos um debate interno do PT porém um debate participativo com todos os filiados, não será uma proposta conclusiva pois estará sendo debatida com os possíveis aliados", diz Renato Bariani Vice Presidente do PT´.

Muitas intervenções foram realizadas e todas as contribuições serão sistematizadas pelo GTE e levadas à próxima reunião do diretório municipal, onde serão estabelecidas as plenárias por tema e segmento onde será realizado um convite a toda a sociedade maringaense para que contribua com o programa.
A próxima atividade:
Calendário:
Dia 02/10 - Exposição do programa anterior e encaminhamentos das comissões temáticas definidas pelo o Diretório Municipal e setoriais.

sábado, 17 de setembro de 2011

REAJUSTE DA TARIFA DO TRANSPORTE EM MARINGÁ

Renato Victor Bariani
- Maus caminhos, maus encontros.
O desequilíbrio no interesse público e a desregulamentação da “nova(?)” concessão do serviço de transporte coletivo em nossa cidade, motivado por interesses privados como é demonstrado nos meios e nos métodos que conduziram a licitação do transporte em Maringá denuncia grandes dificuldades para o presente e também para o futuro, numa gestão publica equilibrada do sistema. Se antes o contrato existente para o serviço de transporte de passageiros urbano era leonino e garantiu um longo período de monopólio para a TCCC e impossibilitava ações positivas do poder público para uma regulamentação que garantisse um serviço de qualidade, confiável e com preço justo, o atual não é diferente.
Com vemos em apenas 3 meses de duração, permitiu que o poder concedente (que é representado pelo Sr. Prefeito Municipal), por motivos desconhecidos, mas sabidos, premiar a operadora concedendo-lhe uma majoração antecipada de 10 meses no valor da tarifa.
Não foi possível encontrar nos dicionários da nossa língua um substantivo que melhor qualificasse este ato do Prefeito Municipal que homologou a majoração da tarifa do transporte público em Maringá do que a palavra “ROUBO”. Sabemos, preliminarmente, que dirigir esta palavra à autoridade máxima do poder executivo da cidade onde nascemos e escolhemos para morar é absolutamente constrangedor.
Ninguém gostaria de morar numa cidade e constatar que a autoridade máxima do seu município de moradia tenha atitudes desta natureza: a de tomar de outro o que não lhe pertence. É desejo nosso produzir este conteúdo para fins de uma reflexão política e técnica acerca deste aumento da passagem e julgamos o substantivo “ROUBO” pouco ou nada compatível para um texto sereno, mas ante a ausência de termo mais educado, adotamos tal substantivo.
Neste cenário avistamos duas ilicitudes gravíssimas. A primeira, o edital de licitação propositadamente tem sua estrutura eivada de vícios administrativos e técnicos configurando nítido ato desrespeitoso aos interesses dos passageiros, que constituem o principal objetivo do contrato de concessão. A segunda, e não menos grave, a ausência de instrumentos para a proteção do interesse econômico das partes envolvidas na pactuação. O contrato não tem instrumentos capazes de proteger os principais interesses dos passageiros: econômico e da qualidade dos serviços. Quem dirá então do conforto, da segurança, da higiene e da eficiência.
Trata-se de um contrato de prestação dos serviços absurdo. Sim, absurdo!!! Que contrato permitiria a majoração de valores de serviço em apenas 90 dias de vigência? Apenas um contrato absurdo permitiria a majoração da tarifa antes que os próprios propósitos estipulados no mesmo fossem cumpridos. Apenas um contrato absurdo permitiria a utilização de índices inflacionários anteriores ao mesmo e para vigência no período atual. Resta à cidade encontrar os meios para livrar-se deste mau encontro.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A Violência na Mobilidade Urbana - Renato Bariani

                                                                                                                                                                           

UMA TRAGÉDIA SILENCIOSA - 40 MIL MORTES
E MAIS DE 100 MIL INVÁLIDOS POR ANO

O debate raso dominante em nossa sociedade acerca das causas da violência decorrente dos acidentes do trânsito, homologado por ações populistas de governos que não desejam ver a questão pelo menos atenuada, dificulta a busca de ações concretas e factíveis para se reduzir os números de mortos e feridos no trânsito. Assim, quem deveria ser artífice para melhorar a situação, perpetua a cultura do “salve-se quem puder”. 

Neste debate acerca da violência no trânsito encontramos muitos conceitos falsos e que fazem predominar sempre a lei do mais forte numa disputa onde os mais fracos pagam uma dolorosa conta. A impunidade segue o seu reinado na lógica da “cultura do automóvel” em detrimento do transporte público de qualidade e do valor para a vida nos meios sustentáveis de mobilidade e na cidadania em acessibilidade urbana.

O PROBLEMA DA IMPUNIDADE ADMINISTRATIVA E JURÍDICA

A impunidade consiste num dos principais fatores que determinam esta enorme tragédia nacional denominada “violência no trânsito” e que somente neste ano de 2011 deverá determinar, aproximadamente, 40 mil mortes e deixará mais 100 mil pessoas inválidas permanentemente. Isto representa um custo altíssimo para a nossa população. Além do terrível sofrimento pela perda precoce dos entes familiares. A sociedade também perde em quantidade e qualidade de serviços públicos em função dos desembolsos do Estado no âmbito da assistência médica, terapêutica, de recuperação, previdenciária e indenizatória para realizar o atendimento de uma situação que poderia ser evitada. Estimativas do IPEA apontam para um prejuízo anual de mais de R$28.000.000,00 (VINTE OITO BILHÕES DE REAIS) ao ano em função dos acidentes de trânsito.

Esta sensação de impunidade leva grande parte dos condutores de veículos à não se preocuparem com os limites de velocidade máxima permitida, com as sinalizações viárias e com as regras elementares de circulação. A probabilidade de uma infração à legislação de trânsito cometida vir a ser registrada e autuada é baixíssima, quase inexistente. Assim o condutor, com menor senso de responsabilidade e cidadania, tira proveito desta certeza de impunidade para conduzir o seu veículo colocando em risco a segurança viária e a vida de outras pessoas.

MATAR NO TRÂNSITO NÃO DÁ NADA, E SE DER É MUITO POUCO

Esta mesma sensação de impunidade com relação ao desrespeito às regras do Código de Transito Brasileiro – CTB também se repetem no senso comum que ferir e matar no trânsito não dá nada e se der, é muito pouco. Via de regra os homicídios e as lesões graves decorrentes dos acidentes de trânsito são enquadradas como homicídio culposo. Prestação de serviços, multas e cestas básicas são cobranças insignificantes perante o grande valor de nossas vidas. As punições impostas pela justiça, quando isto ocorre, reforçam ainda mais a sensação de impunidade sobre os crimes de trânsito. Afinal qual é o valor de uma vida perdida no trânsito? Duas dúzias de cestas básicas?

A impunidade também contribui sobremaneira contra os processos de educação e cidadania na mobilidade e acessibilidade urbana. A tão necessária e propalada educação no trânsito não tem chance alguma de prosperar em meio a tantas impunidades e desrespeitos.

O NÚMERO DE MORTOS NÃO É PARÂMETRO PARA ANALISAR A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO
Medir a violência no trânsito apenas através do número de mortos não é uma prática cidadã e muito menos ética. Apenas o populismo barato pode justificar tal prática.  A medição da violência no trânsito através do número de mortos esconde uma parte muito significativa desta tragédia urbana. Escondem as lesões incapacitantes e que determinam perdas funcionais irreparáveis, amputações de membros, perdas de tecidos, estados vegetativos e prejuízos físicos e mentais insanáveis tornando as vítimas, seus familiares e entes queridos, obrigados ao sofrimento prolongado e quase sem fim. A redução do número de mortes sem a redução do número de acidentes e do número de feridos é uma indicação inequívoca que a “doença” não está curada. É como a atenuação do estado febril intenso num paciente com uma grave infecção, mais tarde a febre retorna ainda pior. 

CAÇA-NIQUEIS FÚNEBE E O ESFOÇO LEGAL INERTE 





É competência exclusiva do Estado exercer o esforço legal –  A FISCALIZAÇÃO DO TRÂNSITO - para sacar esta sensação de impunidade presente em condutores e pedestres. No entanto, na contra mão da via que poderia levar-nos à paz no trânsito, muitos gestores públicos - mal intencionados - empregam o esforço legal – A FISCALIZAÇÃO, mascarada com o falso apelo emocional de salvar vidas para engendrar uma poderosa ferramenta de tomar o dinheiro público e na maioria das vezes em conluio com o interesse privado. Empregam a fiscalização eletrônica na contramão da experiência prática e do senso técnico e científico. Os resultados demonstram que a indústria da multa não educa, não salva vidas e não consegue extrair da sociedade esta péssima sensação de impunidade.

A aplicação de multas de trânsito requer, antes de qualquer coisa, respeito aos preceitos científicos e as doutrinas já consolidadas em nossa sociedade moderna. O trânsito é feito de pessoas e não deve sustentar suas principais ações fiscalizadoras de forma arcaica por meio do método estático que é caracterizado por essas máquinas caça níqueis que alimentam a industria da multa.

TODOS SABEM ONDE ESTÁ A FISCALIZAÇÃO
     

A maioria absoluta dos motoristas que costumeiramente excedem o limite de velocidade permitido sobre a via já conhece a localização dos referidos equipamentos tidos como controladores de velocidade. Assim reduzem a velocidade, instantaneamente, somente quando estão passando sobre os sensores dos tais caça níqueis.   Alguns metros adiante já estão desenvolvendo a mesma velocidade perigosa que fere e mata e é incompatível com o trânsito urbano.

Lógica semelhante também ocorre com a fiscalização eletrônica dos cruzamentos semaforizados. Muitos respeitam o sinal vermelho apenas onde existem as tais câmeras e, nos demais cruzamentos sem câmera, “furam” impunemente os sinais colocando em risco a vida alheia.

Esta memória que os motoristas possuem acerca da localização de tais caça níqueis sustentam um comportamento muito ruim às regras de segurança no trânsito, pois nos demais locais a condução de veículos é exercida de forma muito perigosa.

FISCALIZAR TODOS LOCAIS E NÃO SOMENTE ONDE OS CAÇA NÍQUEIS SÃO MAIS LUCRATIVOS
Ações de caráter educativo e fiscalizador, espraiadas simultaneamente em diversos pontos da cidade com o intuito de buscar a todo o momento o respeito e a observação às regras de circulação não são priorizadas em Maringá. A cidade tem claro que os esforços até então ocorridos para a observância acerca da quitação de impostos, taxas e validade das habilitações, muito pouco ou nada em nada conseguem alteram a lógica da insegurança no trânsito predominante em nossa cidade. É urgente adotarmos a tolerância zero para todos os tipos de desrespeito as regras de circulação e não apenas aos princípios de natureza arrecadadora.

Não são os veículos com impostos e taxas atrasados que provocam os acidentes. Os acidentes decorrem de comportamentos irracionais para o convívio coletivo das pessoas. Tais comportamentos, indistintamente da situação da documentação legal do veículo ou do condutor, são os provocadores destas tragédias urbanas.

ENSINAMENTOS DO PASSADO

No final da década de 80 uma incansável autoridade do trânsito maringaense inconformado com a violência que imperava nas vias e o número assustador de mortes de ciclistas percorriam as empresas diuturnamente proferindo palestras de educação para o trânsito. Nestas palestras sempre utilizava uma frase muito inteligente. Dizia o então Comandante do nosso Pelotão de Trânsito naquela época, o Tenente Abelardo: “Quando chego a uma ocorrência de trânsito sempre vejo as pessoas preocupadas perguntando quem está certo ou quem está errado. Na verdade as pessoas deveriam em primeiro lugar se preocuparem com o que deveria ser feito para que o acidente fosse evitado.”


Nossa sociedade cultivou pouco estes ensinamentos no que diz respeito ao trânsito seguro. Pelo menos é o que confirmam as tais máquinas caça níqueis. Um fato inesquecível daquela época é com relação a memorização dos motoristas em relação aos locais rotineiramente fiscalizados. Relembrando a experiência das palavras do Major Abelardo quando palestrava aos trabalhadores das empresas: O Pelotão de Trânsito possui quatorze soldados. Pelo menos a metade do efetivo é escalada por rodízio nos sinaleiros e a cada dia num local diferente do outro, senão as pessoas perdem o respeito, pois memorizam quais são os cruzamentos que possui um guarda de trânsito. Hoje comprovamos, de fato, que as pessoas perderam o respeito aos radares fixos, pois não entendem qual é a função dos radares, senão a de “caçar níquel”. Logo após os sensores imprime-se uma velocidade perigosa.