sábado, 14 de abril de 2012

Um golpe em curso... Vereadores de Maringá podem manter os $uper$alários!

Ao longo dos últimos meses temos realizado uma verdadeira cruzada pela ética e moralização da política em Maringá. Participamos do Movimento $uper$aláriosnão! Apoiamos e organizamos atos de protesto e conquistamos junto à Câmara de Vereadores a realização de uma Audiência Pública com as entidades representativas e com o movimento organizado pela Web.


No entanto, até agora não vimos nada de concreto acontecer. A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara fez o projeto que é o resultado de um processo de participação da socieade. A socieadade foi ouvida e pelo seu clamor a Comissão propôs a revogação dos abusivos valores aprovados na forma de golpe regimental, com a proposição de valores que são mais adequados, porém não ideais.
No entanto, alguns vereadores se negam a aceitar a proposta e buscam de toda forma manipular a opinião pública e com artifícios regimentais manter os $uper$alários. Estamos nos manifestando para denunciar essa tentativa de golpe e exigimos a imediata aprovação do projeto da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores.

Exigimos que o Presidente da Câmara, o Vereador Mario Hossokawa, coloque imediatamente em pauta o projeto discutido com a sociedade maringaense e que os vereadores respeitem a sociedade e sejam aprovados os valores que extinguem os abusivos $uper$alários.
Participe do Ato de Protesto no dia 08 de maio - às 16 hs - na Câmara de Vereadores.


Acompanhe a Mobilização no evento do


Um golpe em curso... Vereadores de Maringá podem manter os $uper$alários!

Ao longo dos últimos meses temos realizado uma verdadeira cruzada pela ética e moralização da política em Maringá. Participamos do Movimento $uper$aláriosnão! Apoiamos e organizamos atos de protesto e conquistamos junto à Câmara de Vereadores a realização de uma Audiência Pública com as entidades representativas e com o movimento organizado pela Web.

No entanto, até agora não vimos nada de concreto acontecer. A Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara fez o projeto que é o resultado de um processo de participação da socieade. A socieadade foi ouvida e pelo seu clamor a Comissão propôs a revogação dos abusivos valores aprovados na forma de golpe regimental, com a proposição de valores que são mais adequados, porém não ideais.
No entanto, alguns vereadores se negam a aceitar a proposta e buscam de toda forma manipular a opinião pública e com artifícios regimentais manter os $uper$alários.
Estamos nos manifestando para denunciar essa tentativa de golpe e exigimos a imediata aprovação do projeto da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores.

Exigimos que o Presidente da Câmara Vereador Mario Hossokawa coloque imediatamente em pauta o projeto discutido com a sociedade maringaense e que os vereadores respeitem a sociedade e sejam aprovados os valores que extinguem os abusivos $uper$alários.


Participe do Ato de Protesto no dia 19 de abril - às 16 hs - na Câmara de Vereadores.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O atlas Água Brasil mapeia por município a qualidade da água, o saneamento básico e o seu impacto na saúde

O atlas Água Brasil mapeia por município a qualidade da água, o saneamento básico e o seu impacto na saúde
No relatório, além de uma avaliação abrangente dos recursos hídricos do mundo, há a descrição das principais mudanças, incertezas e riscos que ocorrem no mundo e suas ligações com os recursos hídricos
Um sistema que mapeia por município a qualidade da água, o saneamento básico e o seu impacto na saúde da população, foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz) inicialmente para auxiliar o Ministério da Saúde (MS) a monitorar a qualidade da água. Agora o sistema está começando a ser usado também por gestores de saneamento e planejamento urbano, bem como pela sociedade civil e cidadãos interessados em conhecer e melhorar o acesso à água, com qualidade e segurança. O atlas Água Brasil – Sistema de Avaliação da Qualidade da Água, Saúde e Saneamento está disponível aqui , com links para o MS e oferece tanto ao gestor em saúde, quanto ao cidadão, dados que podem nortear as políticas públicas para o setor.
O sistema, que é uma parceria entre o Icict/Fiocruz e a Coordenação Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (MS), é coordenado no instituto pelo pesquisador Christovam Barcellos, que explica: “o Icict assumiu a tarefa de organizar a informação do Ministério, pois havia muitos dados dispersos, porém poucas informações sistematizadas”. A alimentação de dados no Sistema é feita por diversas fontes como o censo demográfico do IBGE, a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), também realizada pelo IBGE, o Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água (Sisagua), além dos sistemas de informações sobre agravos à saúde do Ministério da Saúde, Sinan, SIH e SIM.
O cruzamento de dados, realizado pelo Icict, é que facilita o diagnóstico e a intervenção governamental sobre a questão da qualidade da água e o saneamento básico. “Vimos que os dados coletados pelas secretarias de Saúde e organizados pelo MS eram insuficientes para monitorar a situação. Assim, consideramos que devem ser observadas também as condições de saneamento e saúde, porque é importante conhecer outros fatores que podem influir sobre a qualidade e segurança do abastecimento de água, como a existência de banheiro e rede de esgoto nos domicílios, a incidência de doenças relacionadas à água, como está sendo feita a proteção dos mananciais etc. E, por isso, as informações se complementam”, explica.
A qualidade da água, sua escassez e a falta ou precariedade do saneamento básico são assuntos discutidos nas assembleias da ONU, que definiu 22 de março como sendo o Dia Mundial da Água. Em todo o planeta, segundo dados das Nações Unidas, estima-se que 1 bilhão de pessoas não tenha acesso a um abastecimento suficiente de água, o que gera problemas não só de saúde, como de saneamento básico.
Atenta ao problema, a ONU lançará mais uma edição – a quarta – de seu Relatório de Desenvolvimento Mundial da Água (da sigla em inglês WWDR4), na abertura do 6º Fórum Mundial da Água, que será realizado em Marselha, na França, de 12 a 17 de março. No relatório, além de uma avaliação abrangente dos recursos hídricos do mundo, há a descrição das principais mudanças, incertezas e riscos que ocorrem no mundo e suas ligações com os recursos hídricos.
O pesquisador Christovam Barcellos aponta alguns problemas graves do Brasil em relação à qualidade da água que consumimos. Ele cita a “coleta e o tratamento de esgoto, que é um dever de casa de governos e companhias de saneamento; a coleta de lixo, pois ainda há bolsões em que isto não é feito, e o próprio destino do lixo”. O pesquisador também alerta para a questão da falta de água – “a maior parte dos municípios brasileiros tem água, mas essa descontinuidade no abastecimento, interfere na higiene das pessoas, o que gera doenças”. Ele também ressalta que o cidadão também deve investir no saneamento básico, fazendo a sua parte “da porta para dentro”, com a construção de instalações sanitárias, como banheiro e rede interna de água e esgoto. Em algumas situações de miséria, os governos podem ajudar estes moradores oferecendo financiamento e assistência técnica.
O tratamento da água também é fundamental para que não haja transmissão de doenças como a amebíase, cólera, dengue, esquistossomose, leptospirose, hepatite A, dentre outras. E, pelo Atlas, é possível encontrar cidades em que a água é distribuída sem tratamento, como é o caso de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro ou Brejo Santo, no Ceará, ou Poconé, no Mato Grosso, só para citar alguns exemplos. Outro problema é a falta de informação encontrada em algumas áreas do país. Moradores de quase todos os municípios de Santa Catarina, por exemplo, não têm nenhuma informação sobre a qualidade da água em suas cidades. Isto ocorre em vários estados, segundo Barcellos, porque ainda não foi implantado o Programa de Vigilância da Qualidade da Água no município”.
Mesmo com falta de informações de algumas cidades, ainda é possível, segundo Barcellos, ter um mapeamento da situação em todo o país. “O atlas Água Brasil colabora no entendimento da situação da água usada para consumo humano no país, estimulando o debate sobre a qualidade e cobertura dos serviços de saneamento básico e saúde”, afirma. O pesquisador é otimista em relação aos progressos das políticas públicas de água, saneamento básico e saúde, desenvolvidas no Brasil, e o papel dos cidadãos: “Os governos e as companhias de saneamento têm investido para melhorar. Por outro lado, o cidadão também está se conscientizando e construindo banheiros, instalações hidráulicas e de esgoto domiciliar”. Os dados do último censo mostram esta evolução. Mas faltam alguns bolsões sem estes serviços. Ao mesmo tempo, se deve melhorar os serviços existentes, principalmente nas grandes cidades.
Barcellos destaca que a missão do Icict é levar informação de qualidade, devidamente contextualizada, para as pessoas, da maneira mais acessível possível. Para isso, o Icict está investindo em tecnologia de informação. Isto ajuda ao gestor, que pode corrigir um problema de maneira mais eficaz, e a população, que pode reivindicar por melhorias em sua localidade”.

FONTE: Matéria da Graça Portela, da Agência Fiocruz de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 13/03/2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O GLOBO SUPERA TODAS AS BARREIRAS DA FALSIDADE E DA MANIPULAÇÃO DOS FATOS - EM VÍDEO

FONTE: BLOG DO SARAIVA
quinta-feira, 12 de abril de 2012

MANCHETE E COLUNA MENTIROSAS, ENVERGONHAM A IMPRENSA BRASILEIRA
Não é verdade que o Presidente do PT tenha pedido para que a apuração do caso denominado "MENSALÃO" seja interrompida ou abafada. É igualmente MENTIROSA a veiculação de que Falcão tenha proposto que em decorrência da CPMI do Cachoeira, o foco sobre o mensalão seja desviado.
É grotesca e falaciosa a tentativa do "meio imortal Merval Pereira" de querer atribuir o envolvimento do nome do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) com o esquema de Cachoeira, a uma tentativa de vingança por parte do PT. "QUEM BOTOU MARCONI PERILLO NA RODA" foram as gravações da Polícia Federal.
O VÍDEO QUE DESMASCARA O GLOBO

ONDE É QUE O GLOBO VIU FALCÃO PEDINDO PARA ABAFAR O CASO MENSALÃO ?
Ao contrário, Ruy Falcão denunciou a verdadeira operação "abafa" que a parte podre da imprensa, da qual o "meio imortal" parece ser um DESTACADO INTEGRANTE, já está colocando em prática, tentando contaminar e desmoralizar a CPMI, e afirmou que o apurado pela Comissão pode trazer fatos novos para serem incorporados a apuração do "mensalão".

Entre os envolvidos com o esquema de Cachoeira, parece que estão integrantes de vários partidos, um inclusive, deputado do PT. Além do Senador DEMóstenes, dois nomes de destaque, o já citado MARCONI PERILLO e AGNELO QUEIROZ (PT/DF) figuram como tendo a jogatina na ante-sala dos seus gabinetes.
Certamente um esquema dessa magnitude, não vingaria e movimentaria por tanto tempo a dinheirama que movimenta, sem o apoio e cumplicidade de policiais, membros da justiça, o SILÊNCIO DA IMPRENSA e atuação decisiva de pessoas com influência dentro da estrutura governamental de Goiás e até de outros Estados.
 
É isso o que se quer apurar, É ISSO O QUE PRECISA SER PROFUNDAMENTE APURADO, e se no bojo do que for trazido ao conhecimento dos brasileiros, surgirem fatos que possam ser incorporados ao chamado "MENSALÃO", que assim aconteça, PARA O BEM OU PARA O MAL DOS QUE SÃO RÉUS NO CASO, ou para que outros possam VIRAR RÉU, como participantes do propalado esquema.
 
QUE INTERESSES INCONFESSÁVEIS MOVEM A OPOSIÇÃO E A PARTE PODRE DA IMPRENSA QUE JÁ SE MOBILIZA PARA TENTAR DESMORALIZAR A CPMI ?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida




 Fonte: Comitê Nacional
A Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida tem o objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no Brasil.
Hoje já existem provas concretas dos males causados pelos agrotóxicos tanto para quem o utiliza na plantação, quanto para quem o consome em alimentos contaminados. Ao mesmo tempo, milhares de agricultores pelo Brasil já adotam a agroecologia e produzem alimentos saudáveis com produtividade suficiente para alimentar a população.
A Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida luta por um outro modelo de desenvolvimento agrário. Por uma agricultura que valoriza a agroecologia ao invés dos agrotóxicos e transgênicos, que acredita no campesinato e não no agronegócio, que considera a vida mais importante do que o lucro das empresas.

Os Agrotóxicos no Brasil


O Brasil é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos. O uso excessivo dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, adotada desde a década de 1960. Com o avanço do agronegócio, cresce um modelo de produção que concentra a terra e utiliza altas quantidades de venenos para garantir a produção em escala industrial. O campo passou por uma “modernização” que impulsionou o aumento da produção, no entanto de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e venenos). Assim, mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), na última safra foram comercializados mais de 7 bilhões de dólares em agrotóxicos. Todo este mercado está concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais, que controlam mais de 80% do mercado dos venenos. São elas: Monsanto; Syngenta; Bayer; Dupont; DowAgrosciens e Basf. Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza.
Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, evidências de mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde. O uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida
A Campanha é um esforço coletivo, assumido por um conjunto de organizações e pessoas, que visa combater a utilização de agrotóxicos e a ação de suas empresas (produtoras e comercializadoras), explicitando as contradições geradas pelo modelo de produção imposto pelo agronegócio.
Objetivos da Campanha
• Construir um processo de conscientização na sociedade sobre a ameaça que representam os agrotóxicos, denunciando os seus efeitos degradantes à saúde (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores nas cidades) e ao meio ambiente (contaminação dos solos e das águas)
• Fazer da campanha um espaço de construção de unidade entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, estudantes, consumidores e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente;
• Denunciar e responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos. Criar formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e outras iniciativas legais.
• Pautar na sociedade a necessidade de mudança do atual modelo agrícola que produz comida envenenada para um modelo baseado na agricultura camponesa e agroecológica
As principais exigências da Campanha
• Exigir que o MDA e Banco Central determinem a que seja proibido a utilização dos Créditos oriundos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF para a aquisição de agrotóxicos, incentivando a aquisição/utilização de insumos orgânicos e a produção de alimentos saudáveis;
• Exigir da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA – a reavaliação periódica de todos os agrotóxicos autorizados no país, além de aprofundar o processo de avaliação e fiscalização à contaminação de água para consumo público;
• Que os governos estaduais e assembleias legislativas proibam a pulverização aérea (feita pela aviação agricola) de agrotóxicos em seus estados;
• Que o Ministério da Saúde organize um novo padrão de registro, notificação e monitoramento no âmbito do Sistema Único de Saúde dos casos de contaminações, seja no manuseio de agrotóxico, seja na contaminaçãopor água, meio ambiente ou alimentos, orientando a todos profissionais de saúde para esses procedimentos;
• Que haja fiscalização para que se cumpra o código do consumidor e todos os produtos alimentícios tragam no rótulo se foi usado agrotóxico na produção, dando opção ao consumidor de optar por produtos saudáveis;
• Aumentar a fiscalização das condições de trabalho dos trabalhadores expostos aos agrotóxicos, desde a fabricação na indústria química até a utilização na lavoura e o manuseio no transporte;
• Exigir que o Ministério Público Estadual e Federal, e organismos de fiscalização do meio ambiente, fiscalizem com maior rigor o uso de agrotóxicos e as contaminações decorrentes no meio ambiente, no lençol freático e nos cursos d’água

Materiais para Estudo

Livro Agrotóxicos no Brasil

Agrotóxicos no Brasil - Um guia para ação em defesa da vida. Livro de Flávia Londres, mostrando uma visão geral sobre a questão do agrotóxicos no Brasil e apontando caminhos para ação.

Clique Aqui para Baixar  


Caderno de Formação 1

Clique Aqui para Baixar o Caderno


Vídeos
Abaixo listamos algumas sugestões de vídeos sobre a temáticas dos agrotóxicos e afins.




Brasil pode economizar R$ 8 bi com reciclagem

Em 2008, foram reciclados 7,1 milhões de toneladas de lixo e, hoje, economia com reciclagem varia entre R$ 1,5 e R$ 3 bilhões
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Brasil pode economizar R$ 8 bi com reciclagemEm 2008, foram reciclados 7,1 milhões de toneladas de lixo e, hoje, economia com reciclagem varia entre R$ 1,5 e R$ 3 bilhões
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Brasil pode economizar R$ 8 bi com reciclagemEm 2008, foram reciclados 7,1 milhões de toneladas de lixo e, hoje, economia com reciclagem varia entre R$ 1,5 e R$ 3 bilhões
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Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o Brasil poderia economizar cerca de R$ 8 bilhões por ano se reciclasse todos os resíduos que são encaminhados aos lixões e aterros sanitários.
Atualmente, a economia gerada com a atividade de reciclagem varia de R$ 1,5 bilhões a R$ 3 bilhões por ano. As informações são do Ministério do Meio Ambiente. Além dos benefícios econômicos, o estudo apontou as vantagens ambientais da reciclagem.
Os dados foram apresentados na sexta-feira, durante uma reunião com as ministras Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, Márcia Lopes, do Desenvolvimento Social, e representantes do Ministério das Cidades e da Caixa Econômica Federal.
No encontro, também foram discutidas a elevação do nível de renda dos catadores de lixo e a necessidade de estímulo à profissionalização da mão de obra. Foi anunciada ainda a criação de um grupo de trabalho para discutir as medidas legais para a implementação do Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos.

Foto: Arte/iG
Lixo no Brasil

Reciclagem
De acordo com dados do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), apenas 7% dos municípios brasileiros têm projetos de coleta seletiva em larga escala. E isso porque houve crescimento da reciclagem nos últimos anos.
Em 2003, foram reciclados 5 milhões de toneladas de lixo. Em 2008, o índice foi para 7,1 milhões. André Vilhena, diretor do Cempre, explica que, para alguns materiais, como latinhas de alumínio, o Brasil é referência mundial e a reciclagem atinge 96% do total comercializado no mercado interno.
Já em outros poderia ser comparado a países de terceiro mundo, a exemplo a compostagem de materiais orgânicos, que poderiam ser aproveitados para a produção de fertilizantes. “Ainda é incipiente, não chega a 3% e gera um grande impacto ambiental”, diz.
Em 2003, foram reciclados 5 milhões de toneladas de lixo. Em 2008, o índice foi para 7,1 milhões. André Vilhena, diretor do Cempre, explica que, para alguns materiais, como latinhas de alumínio, o Brasil é referência mundial e a reciclagem atinge 96% do total comercializado no mercado interno.
Já em outros poderia ser comparado a países de terceiro mundo, a exemplo a compostagem de materiais orgânicos, que poderiam ser aproveitados para a produção de fertilizantes. “Ainda é incipiente, não chega a 3% e gera um grande impacto ambiental”, diz.
*Com informações do iG São Paulo

Queimar lixo não é a melhor solução, afirmam especialistas

Resolver problema de resíduos urbanos com incineração, como proposto em Maringá, é alternativa cara e com riscos de contaminação

Foto: Getty ImagesAmpliar
Ativistas do Greenpeace fazem protesto em usina de incineração de lixo em Auckland, na Nova Zelândia, em 2003
O que é melhor fazer com as 150 mil toneladas de lixo urbano produzidas diariamente no Brasil? Apesar da pressão pelo aumento da coleta seletiva e reciclagem, que resultou na Lei Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, em mais da metade das cidades do País ainda predomina o despejo dos resíduos em terrenos a céu aberto e sem nenhum tipo de tratamento – os chamados lixões.
O prefeito de Maringá, Sílvio Barros (PP) quer resolver o problema da sua cidade com uma solução pouco comum no Brasil: uma usina de incineração de lixo. O custo da obra está avaliado entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões. De acordo com o projeto, a meta da usina é queimar 500 toneladas de lixo por dia, no entanto, a cidade paranaense produz diariamente cerca de 300 toneladas.
Veja o mapa dos pontos de coleta seletiva em São Paulo

De acordo com especialistas ouvidos pelo iG, a solução que aparentemente é de alta tecnologia já se mostra antiga. Eles afirmam que existem mais de 100 usinas de incineração pelo mundo, mas que os resultados se mostraram pouco satisfatórios pelo excesso de monitoramento necessário. “Não é uma solução, o custo é muito alto, há contaminação e emissão de gases. É uma forma de arrancar dinheiro do contribuinte”, disse Sabetai Calderoni, presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável e especialista em lixo. Para Calderoni, existem outras soluções como reciclagem e compostagem que se adequam melhor à realidade brasileira.

Infográfico: a cidade ideal
Uma das principais críticas à incineração é que ela não segue a lógica de redução da produção de lixo e do aumento da reciclagem, recomendadas pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos. Gina Rizpah Besen, mestre pela Faculdade de Saúde Pública da USP afirma que a política de incineração vai contra a lei por seguir uma lógica inversa ao não estimular a redução da produção de lixo. “Ela não é adequada do ponto de vista ambiental, porque para funcionar precisa de plástico e põe em risco os catadores de lixo e emite mais que um aterro sanitário comum”, disse. No entanto, de acordo com dados da Agência de Proteção ao Meio Ambiente da Grã-Bretanha mostram que a reciclagem e a compostagem aumentaram até 19% entre 2003 e 2004, quando as usinas britânicas começaram a funcionar.

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Outra crítica que ambientalistas fazem é que as usinas de incineração necessitam de material reciclável por ele ser mais comburente. “É necessário o uso de materiais de queima mais fácil. Manter uma usina queimando apenas lixo orgânico é muito caro”, disse Luciano Bastos, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais da Coppe/ UFRJ. No Brasil, em média, 60% do lixo é orgânico, o chamado lixo úmido, o restante é material que pode ser reciclado, como vidro e papel.

Foto: Getty ImagesAmpliar
Manifestantes reclamam que usina de incineração de lixo na Nova Zelândia libera moléculas cancerígenas
De acordo com Bastos, a capacidade mínima de uma usina de incineração para que ela seja economicamente viável é 150 toneladas de lixo por dia. Para se ter uma ideia, a cidade de São Paulo produz diariamente 15 mil toneladas de lixo e a do Rio, 9 mil toneladas.
Nem tudo é ruim
O grande trunfo da incineração, no entanto, está em gerar energia a partir do lixo. Aterros sanitários também podem gerar energia a partir da captação de gases emitidos pela decomposição do lixo, mas de acordo com estudo da Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA), a incineração é capaz de produzir cerca de 10 vezes mais energias que os aterros. “Nem sempre se consegue captar energia dos aterros, e paga-se muito caro para fazer sua distribuição”, concorda Calderoni.
Um projeto experimental de usina de incineração foi instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 2004, a Usina Verde recebe diariamente 30 toneladas de resíduos sólidos, pré-tratados, provenientes do aterro sanitário no Caju.
Após passar pela triagem, o lixo é levado para forno fechado na Usina Verde que realiza a queima em temperaturas altíssimas de 950º C. Os gases resultantes desta queima são levados até uma caldeira, o vapor gira a turbina que gera a energia.
Para o professor Luciano Bastos, que coordenou o projeto da Usina Verde, o processo de incineração é monitorado o tempo inteiro para que não ocorra escape de gases para a atmosfera. Sobre a crítica de que a incineração gera moléculas cancerígenas que afetariam a saúde dos catadores, o pesquisador defende que os níveis gerados são os mesmos produzidos por veículos a diesel.
Gina afirma que o projeto da usina é muito mais caro do que campanhas educacionais para a redução e reciclagem de lixo. “Pode até ser que o sistema funcione, mas em geral ele é caro. Sabemos que já existem mecanismos de controle das emissões, mas não sabemos o efeito cumulativo disso”, disse. Para Calderoni, os custos de segurança não compensam: “É um negócio que precisa de fiscalização, que tem um custo muito alto”, critica.
Reciclagem é a melhor rota energética
Para Bastos, o ideal seria associar a reciclagem ao uso de tecnologias como o uso de biodigestores, onde o lixo é confinado em ambiente sem oxigênio e bactérias digerem o lixo gerando adubo a partir do lixo orgânico e gases que podem ser aproveitados em veículos.
“A incineração é uma alternativa, mas não é a única. Se houvesse coleta seletiva plena, não caberia ter incineração”, disse Bastos. Ele afirma que o ideal é reciclar “tudo o que for possível e depois aplicar as tecnologias”. Para ele apenas o material rejeitado pelos catadores pode ser aplicado para a incineração, tanto por motivos ambientais quanto econômicos.
“A reciclagem é a melhor rota energética do lixo, pois com ela a indústria economiza energia”, disse. De acordo com o pesquisador, cada tonelada de material reciclado gera três megawatts/hora de energia economizada, enquanto a melhor tecnologia de incineração gera energia a partir do lixo de um megawatt/hora.

Moradores de Maringá mobilizam-se contra usina de incineração de lixo

Fonte: Portal IG - Por Blog do Rigon
Se usina sair do papel, população teme que cidade vire a 'Springfield' dos Simpsons
    A queima de lixo doméstico para geração de energia ainda não tem regulamentação no Brasil, mas uma usina de incineração de resíduos sólidos pode sair do papel em Maringá, no interior do Paraná. O projeto, defendido pelo prefeito Silvio Barros (PP), no entanto, enfrenta resistência por parte de vereadores da oposição, moradores liderados pela Igreja Católica, ambientalistas e Ministério Público - que avalia haver omissão do poder público quanto aos danos ao meio ambiente e à saúde da população.
Meio Ambiente: Queimar lixo não é a melhor solução, afirmam especialistas
A polêmica foi comparada ao enredo de Os Simpsons, produzido pelo canal pago Fox. Na série, a usina nuclear comandada pelo ambicioso Sr. Burns causa transtornos em Springfield. A comparação foi feita pelo blogueiro Fabio Linjardi depois que uma Springfield real, de Missouri, enviou a Maringá uma comitiva que sugeriu coirmandade com a cidade paranaense. Além disso, a empresa que apresentou a polêmica proposta chama-se Foxx. A comitiva foi recebida, mas a coirmandade não foi levada adiante.


Foto: Gelinton Batista da Cruz
Moradores fazem manifestação contra a usina de incineração de lixo em Maringá, interior paranaense

Os Simpsons à parte, a possibilidade de instalação da usina de incineração de lixo em Maringá colocou em lados opostos o prefeito Silvio Barrros e o Ministério Público Estadual. Enquanto o prefeito defende que o município importe a tecnologia adotada em Paris e Tóquio e se transforme em referência regional no tratamento de lixo, promotores argumentam que a proposta viola a Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que defende como prioridade a redução da produção de lixo, a reciclagem e a reutilização.

Ao mesmo tempo, a Igreja Católica articula em suas paróquias a coleta de 12,5 mil assinaturas para o envio à Câmara Municipal de um projeto de iniciativa popular que proíba a instalação da usina na cidade. Em 16 de março, a Arquidiocese de Maringá publicou uma nota oficial contrária à instalação da usina e divulgou um abaixo-assinado nas 26 paróquias da cidade. Segundo o bispo Don Anuar, cerca de 9 mil assinaturas já foram coletadas.

Protesto nas ruas

Jovens fiéis se juntaram a outros manifestantes no dia 24 de março durante um ato público organizado pelo Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania contra a usina de lixo. “Somos contrários à implantação da usina de incineração em detrimento à diminuição da reciclagem, da reutilização e da compostagem”, afirma o bispo. Durante o protesto, manifestantes usaram máscaras cirúrgicas para protestar contra a eventual emissão de gases tóxicos da usina.

Em material divulgado no site da prefeitura, Silvio Barros insinua que a Igreja Católica tem manipulado fiéis para que assinem o projeto de lei popular contrário à usina. “Assinam para atender ao pedido de pessoas nas quais confiam, mas estão atendendo outros interesses”, disse o prefeito. O bispo Don Anuar nega manipulação. “Ele (prefeito) tem uma interpretação muito pessoal. Acha que estamos ludibriando nossos fiéis com falsas informações, o que não é verdade”, rebate.


Foto: Divulgação
Prefeito Silvio Barros (PP-PR) participa de debate “Como aferir o desenvolvimento sustentável”, em 28/03/2012

Organizadores do ato público alegam que o protesto foi apartidário, mas um grupo foi visto agitando bandeiras do PT, de oposição ao prefeito. A sigla negou participação no ato e afirmou ter feito um boletim de ocorrência acusando manifestantes de uso indevido da imagem da legenda. Para o líder do PT na Câmara, vereador Humberto Henrique, os “falsos militantes” quiseram desmerecer o debate, reduzindo a questão a uma briga entre partidos. “Eles queriam tumultuar, porque a administração diz que a causa é politiqueira”, diz.

O vereador petista acusa o prefeito de negligenciar a política de reciclagem de lixo nas cooperativas de catadores. Segundo ele, muitos catadores perderiam o emprego ou teriam sua renda mensal reduzida. “Eles (da usina) vão precisar dos catadores no começo, para separar uma coisa ou outra, mas é pouca gente. (A renda dos catadores) mão vai se comparar com os ganhos que eles têm hoje”, afirma.

Recomendação do MP

Dois dias antes do protesto, em 22 de março, o Ministério Público do Paraná recomendou que o Instituto Ambiental do Paraná não permita o licenciamento da usina em Maringá. No documento, os promotores avaliam que há omissão do poder público quanto aos danos ao meio ambiente e à saúde da população. Também segundo o MP, não há estudos sobre emissão de gases tóxicos decorrentes da queima do lixo ou uma previsão de monitoramento e controle dos efeitos da queima no solo, na água e nos alimentos no entorno da usina.

Para o procurador do Trabalho e coordenador do Fórum Intermunicipal Lixo e Cidadania, Fábio Alcure, os custos e a magnitude do projeto não são compatíveis com a realidade do município, apesar da promessa de geração de energia com a queima dos resíduos. A usina necessita de uma queima de 500 toneladas de lixo por dia contra as cerca de 300 toneladas produzidas diariamente em Maringá. “Com todos os riscos e prejuízos que (a usina) pode trazer para a população, a geração de energia soa eufemística. Não faz sentido. Não se deve levar nem em consideração diante dos revezes”, defende o promotor do MP.

Até 2004, todo resíduo de Maringá era destinado a um lixão. A partir de 2005, depois da remoção das pessoas que retiravam material do local, a área foi transformada em um aterro controlado, que foi interditado pela Justiça. Desde então, a prefeitura levou para a cidade, apenas para testes, uma tecnologia de compostagem para tratar o lixo que acabou não sendo implementada e a administração teve de buscar alternativas.


Com todos os riscos e prejuízos que (a usina) pode trazer para a população, a geração de energia soa eufemística. Não faz sentido. Não se deve levar nem em consideração diante dos revezes”, diz o MP.
Em 2011, foram apresentados projetos de tratamento de lixo no Procedimento de Manifestação de Interesse da prefeitura, incluindo o da usina, protocolado pela Foxx. Em fevereiro deste ano, a Câmara de Maringá aprovou sob protestos o projeto de lei que permite à administração municipal firmar parceria público-privada (PPP) para a destinação dos resíduos sólidos.
A Foxx, registrada na Junta Comercial de São Paulo, representa a francesa Groupe Tiru e pertence aos empresários Milton Pilão Júnior e Ismar Machado Assaly, que chegou a ser indiciado pela Polícia Federal na Operação Anaconda, em 2003, quando era sócio da empresa Gomes da Costa, da indústria de sardinhas. Na época, Assaly negou as acusações da PF e o indiciamento foi cancelado.

Projeto da usina

O diretor técnico-comercial da Foxx Soluções Ambientais, o engenheiro Alexandre Dell'Aquila Citvaras, explica que apesar de a incineração de lixo para geração de energia não contar com uma regulamentação nacional, ela respeita a Lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos. Isso porque, segundo o projeto, a redução, a reutilização e reciclagem seriam priorizadas. E, segundo Citvaras, o que seria incinerado na usina é apenas a parte do lixo que não pode ser reutilizada ou reciclada.

O engenheiro admite que é necessária a utilização de plástico e papel para que seja feita a incineração, mas argumenta que não são todos os materiais desse tipo que possuem potencial para a reciclagem. Como exemplo de material que não pode ser reciclado, ele cita as “caixas de pizza engorduradas”.

Quanto à viabilidade, Citvaras explica que a usina tem capacidade de incinerar 500 toneladas de lixo por dia. Como Maringá produz cerca de 300 toneladas por dia, a ideia é trazer o lixo de outras cidades da região – cerca de 1000 toneladas diárias. O custo da obra, segundo a Foxx, está avaliado entre R$ 180 milhões e R$ 200 milhões, a ser inteiramente arcado pela empresa, uma vez que se trata de uma Parceria Público-Privada.

Nesse caso, a prefeitura de Maringá entraria com o terreno, e a empresa com a instalação da usina, de acordo com o engenheiro. O lucro estaria no processamento do lixo – com o custo de R$ 80 por tonelada – e na venda de energia produzida para as distribuidoras. De acordo com as expectativas da empresa, a usina teria capacidade de produzir 12 megawatts por hora.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura afirmou, por meio de sua assessoria, que a Secretaria de Meio Ambiente e o prefeito não se pronunciarão enquanto não houver uma definição sobre esse projeto. A definição, no entanto, ainda depende da liberação do Instituto Ambiental do Paraná para o licenciamento da usina. A partir da licitação, a usina levaria mais dois anos para ser implantada.

(Colaboraram Maria Fernanda Castro e Natasha Madov, iG São Paulo)

Assentamento do MST no Paraná produz e exporta cachaça e açucar mascavo orgânico para a Europa

 
Cooperativa fatura até R$ 50 mil por ano só com a venda do produto. Comunidade é considerada modelo pelo Incra.
Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo

Assentamento fatura entre R$ 40 mil e R$ 50 mil só com venda de cachaça (Foto: Daniela Calza/Divulgação/MST)

Acabou o tempo em que o único objetivo dos sem-terra era o cultivo destinado somente à subsistência. Hoje, de olho no mercado, famílias de um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) investem na produção agroecológica e exploram até potencial de exportação de seus produtos.

É o caso da cachaça da marca Camponesa, que é produzida no Assentamento Santa Maria, em Paranacity (PR), onde vivem 21 famílias – cerca de 70 pessoas - que formam a Cooperativa de Produção Agropecuária Vitória Ltda (Copavi). Parte da produção anual de 10 mil litros da cachaça é exportada para a França, além de ser vendida também em todo o Brasil.

Valmir Stronzake, membro do Conselho Administrativo do Assentamento Santa Maria, explica que a fabricação de cachaça começou em meados de 2002 e foi legalizada em 2005. Só com a cachaça, o assentamento fatura em média entre R$ 40 mil e R$ 50 mil ao ano.

“Primeiro, nós começamos a fazer açúcar mascavo, mas as famílias de alguns trabalhadores daqui tiveram experiência em produzir cachaça no passado, então nós adaptamos um alambique e depois fomos fazendo melhorias aos poucos”, diz Stronzake.

Por cada garrafa de cachaça vendida no Brasil, o assentamento recebe R$ 4,50. O produto para exportação rende R$ 6,00. “Esse é o valor que recebemos sem impostos, que gira em torno de 40% a mais no preço. O imposto é muito alto.”

Cada família tem sua própria casa, com energia elétrica e água encanada (Foto: Daniela Calza/Divulgação/MST)

Stronzake conta que a Copavi também é dona da marca Liberação, que é autorizada somente para exportação. Eles pararam de produzir essa cachaça, que teve a produção vendida apenas duas vezes para a Espanha. “Vendíamos para uma associação, mas já em 2007 eles estavam com dificuldades financeiras e o problema se agravou com a crise no ano passado. No ano que vem, vamos voltar a conversar. Talvez a gente volte a vender”, afirma.

Além da cachaça, a Copavi vende o açúcar mascavo e o melado de cana para outras regiões do país. “Para vendermos em outros lugares, nós entramos em contato com compradores de açúcar mascavo por telefone, pela internet. Participamos de feiras para fazer divulgação e, assim, vamos aumentando o número de compradores.”

A cooperativa produz cerca de 600 litros de leite por dia, que é utilizado também para a fabricação de iogurtes. Segundo Stronzake, entre 13% e 20% da produção são destinados ao consumo interno e o resto é distribuído para comerciantes da região de Paranacity.

O grupo também produz uma variedade grande de hortaliças e legumes, mas a maior parte é usada na alimentação das próprias famílias.

De acordo com o no Paraná, assentamento Santa Maria é considerado modelo (Foto: Daniela Calza/Divulgação/MST)

Todas as hortaliças e legumes cultivados no assentamento são produzidos de modo agroecológico, sem uso de adubos químicos, agrotóxicos ou transgênicos. Apenas a produção de leite não é totalmente agroecológica, porque são usados medicamentos feitos em laboratório para tratar o gado.
Assentamento modelo
O assentamento Santa Maria foi criado há 16 anos e tem 230 hectares. Do total, 150 hectares são usados para a produção agropecuária. O resto abriga mata nativa e as moradias.

As famílias do assentamento Santa Maria dividem mais do que apenas o trabalho e a expectativa em relação às vendas dos produtos. Todo o modo de vida das famílias no local tem como base fundamental a produção coletiva, o que faz o assentamento ser considerado modelo, de acordo com Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Paraná.

O faturamento total de cada família que vive no assentamento Santa Maria gira em torno de R$ 900 por mês. Isso depois de descontado o que cada família consome e também considerada a contribuição de cada uma na produção.

“Como é um sistema coletivo, tudo o que produzimos tem um custo, então, após a venda, temos que pagar esses custos. Outra parte vai para pagar os financiamentos do Governo Federal e investimentos nos meios de produção. O que sobra, distribuímos de acordo com quanto cada família trabalhou para ajudar a produzir”, diz

Cada família tem sua própria casa, com energia elétrica e água encanada. Mas o diferencial é a cozinha comunitária, onde de segunda a sexta-feira são servidos café da manhã e almoço. “Nós implantamos uma cozinha comunitária depois que percebemos que as mulheres passavam muito tempo em casa para preparar as refeições. Elas também queriam participar da vida produtiva e das decisões da cooperativa”, diz.

Atualmente, uma mulher e um homem trabalham na cozinha.“Foi bom para padronizarmos a alimentação das pessoas que vivem no assentamento com uma refeição balanceada e de qualidade. Além disso, ajudamos as mulheres, que agora não trabalham tanto em casa e têm mais tempo para contribuírem nas atividades do assentamento.Com o tempo, fomos melhorando. Agora, já temos até uma padaria”.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Requerimento para criação da CPI dos Caça-Níqueis obtém 181 assinaturas


Foto: J.Batista/Ag.Câmara | 20.mar.2012


Presidente da Câmara, Marco Maia, recebe o requerimento para criação de uma CPI, para apurar o envolvimento de parlamentares com Carlinhos Cachoeira - dep. Delegado Protógenes (PCdoB-SP), presidente Marco Maia, dep. Dr. Rosinha (PT-PR), dep. Chico Alencar (PSOL-RJ)     
Da Agência Câmara de Notícias
O deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) conseguiu reunir 181 assinaturas (dez a mais que o necessário) para propor a criação da CPI dos Caça-Níqueis.
O requerimento foi entregue nesta terça-feira ao presidente da Câmara, Marco Maia, e no momento aguarda análise jurídica da Secretaria-Geral da Mesa Diretora. Acompanharam o deputado Protógenes, no ato de entrega, os deputados Dr. Rosinha (PT-PR) e Chico Alencar (Psol-RJ).
Conforme a proposta, o objetivo da comissão é investigar denúncias de envolvimento de parlamentares com o suposto contraventor Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob acusação de explorar jogos ilegais em Goiás.
Protógenes afirmou que é preciso investigar os indícios de que alguns parlamentares estão sendo monitorados por escutas ilegais e também a denúncia de que há parlamentares envolvidos com o crime organizado.
“Conforme noticia toda a mídia nacional, a Policia Federal, cumprindo ordem judicial, na chamada Operação Monte Carlo, prendeu em Goiás integrantes de uma grande organização criminosa que operava com contravenção do jogo de bicho, caça-níquel e corrupção em larga escala de autoridades civis, policiais e políticos”, diz Protógenes.
Segundo ele, o grau de infiltração do crime organizado nos Poderes da República é tão grande que se constitui uma verdadeira ameaça ao Estado Democrático de Direito.
Pressupostos
O Regimento da Câmara exige, como pressupostos para a criação de CPIs, a apuração de fato determinado e prazo certo. Se a assessoria jurídica da Mesa considerar que o pedido satisfaz essas exigências, o presidente da Câmara assinará o ato de criação da comissão e pedirá aos líderes partidários que indiquem seus integrantes. Depois que os integrantes forem indicados, a comissão poderá ser instalada.

Dr. Rosinha: A caça do gay

10 de abril de 2012 às 12:26

A caça do gay

DR. ROSINHA, para o VioMundo

Li o artigo “La caza del gay” e não posso me conter, sou obrigado a divulgá-lo.
O escritor Mario Vargas Llosa, preocupado com os direitos humanos e a defesa da vida, escreveu no último dia 8 de abril, no “El País” (Espanha), um texto contra o preconceito e a impunidade. “La caza del gay” é um grito que Llosa dá, denunciando o assassinato de homossexuais na América Latina.
Conta ele que, na noite do último dia 3 de março, “quatro ‘neonazistas’ chilenos, liderados por um sujeito de apelido Pato Core, encontram deitado próximo ao Parque Borja, de Santiago, um jovem de nome Daniel Zamudio, ativista homossexual de 24 anos, que trabalhava como vendedor em uma loja de roupas. Durante seis horas, enquanto bebiam e se divertiam, dedicaram a dar socos e pontapés em Daniel, a apedrejá-lo e a desenhar-lhe, com cacos de vidro, suásticas no peito e nas costas.”
Ao amanhecer, Daniel foi levado para o hospital, onde veio a falecer após agonizar por 25 dias.
Este é mais um crime homofóbico. Homofobia esta que, pela discriminação e ódio aos homossexuais, tem se multiplicado em toda a América Latina.
Informa Vargas Llosa que Sebastián Piñera, presidente do Chile, além de reclamar uma punição exemplar aos criminosos, pediu ao parlamento para que aprove com urgência um projeto de lei que vegeta há sete anos no legislativo chileno. Está parado nas comissões por “temor de certos legisladores conservadores de que, aprovada esta lei, abrirá o caminho para o matrimonio homossexual”.
No Brasil também há um projeto de lei que condena a homofobia, e que tramita no Congresso Nacional há mais de 10 anos. No momento, pela mesma razão chilena, está parado no Senado da República. Enquanto isto, homossexuais são diariamente assassinados e agredidos, física e psicologicamente, em todo o país.
E, sobre estes crimes, os “homens (parlamentares) de boa fé”, que se opõem à aprovação do projeto, se calam. Qualquer semelhança entre Brasil e Chile, neste caso, não é mera coincidência.
“O mais fácil e o mais hipócrita é atribuir a morte de Daniel Zamudio só aos pobres diabos que se autodenominam neonazistas sem saberem sequer o que foi o nazismo. Esses tipos de crimes são frutos da repelente cultura de antiga tradição que apresenta o gay e a lésbica como enfermos ou depravados que devem ser mantidos a distância dos seres normais porque corrompem o corpo social e induzem o pecado e a desintegração moral e física.”
“A ideia contra os homossexuais e o homossexualismo é instalada, ou melhor, é ensinada na escola, é alimentada no seio das famílias, se predica nos púlpitos, se difundem nos meios de comunicação, aparece nos discursos dos políticos, nos programas de rádio e televisão e nas comédias teatrais, onde os gays e lésbicas são sempre personagens grotescos, anômalos, ridículos e perigosos, merecedores do desprezo e de rechaço dos seres decentes, normais e corretos.”
Llosa acerta no diagnóstico: a homofobia começa dentro de casa, no seio sagrado da família, é ensinada nas escolas e alimentada dentro de grande parte das igrejas.
Aparece semanalmente nos discurso e prática de muitos políticos, por isso não se aprova o projeto que criminaliza a homofobia, nem tampouco se permite a execução de políticas públicas de combate à homofobia.
Em seu artigo, Llosa relata também um fato ocorrido em Lima. Yefri Peña foi atacado na capital peruana por cinco ‘machos’ que lhe desfiguraram o rosto e o corpo, com o bico de uma garrafa quebrada. Por ser um(a) travesti, os policiais negaram auxílio e, no hospital para onde foi levado(a), os médicos também se negaram a atendê-lo(a), por considerá-lo(a) ‘um foco infeccioso’.
Sem dúvida, este e outros são casos atrozes, mas “seguramente o mais terrível de ser lésbica, gay ou transexual nesses países é a condenação cotidiana, a insegurança, medo, a consciência permanente de ser considerado (e chegar a sentir-se) um réprobo, um anormal, um monstro”.
“Quantos jovens atormentados por esta censura social de que são vitimas os homossexuais são empurrados ao suicídio ou a padecer de traumas que arruinaram suas vidas?”, pergunta Llosa. Com certeza, milhares no mundo.
Caro leitor ou cara leitora, as frases entre aspas e em itálico foram traduzidas por mim, mas, pela importância das próximas e por medo de distorcê-las, reproduzo-as em castelhano.
“Ante la homofobia, las ideologías políticas se funden en un solo ente de prejuicio y estupidez. Porque, en lo que se refiere a la homofobia, la izquierda y la derecha se confunden como una sola entidad devastada por el prejuicio y la estupidez.
El asunto no es político, sino religioso y cultural. Fuimos educados desde tiempos inmemoriales en la peregrina idea de que hay una ortodoxia sexual de la que sólo se apartan los pervertidos y los locos y enfermos, y hemos venido transmitiendo ese disparate aberrante a nuestros hijos, nietos y bisnietos, ayudados por los dogmas de la religión y los códigos morales y costumbres entronizados. Tenemos miedo al sexo y nos cuesta aceptar que en ese incierto dominio hay opciones diversas y variantes que deben ser aceptadas como manifestaciones de la rica diversidad humana. Y que en este aspecto de la condición de hombres y mujeres también la libertad debe reinar, permitiendo que, en la vida sexual, cada cual elija su conducta y vocación sin otra limitación que el respeto y la aquiescencia del prójimo.
Las minorías que comienzan por aceptar que una lesbiana o un gay son tan normales como un heterosexual, y que por lo tanto se les debe reconocer los mismos derechos que a aquél —como contraer matrimonio y adoptar niños, por ejemplo— son todavía reticentes a dar la batalla a favor de las minorías sexuales, porque saben que ganar esa contienda será como mover montañas, luchar contra un peso muerto que nace en ese primitivo rechazo del “otro”, del que es diferente, por el color de su piel, sus costumbres, su lengua y sus creencias y que es la fuente nutricia de las guerras, los genocidios y los holocaustos que llenan de sangre y cadáveres la historia de la humanidad.”
Pois bem, enquanto predominarem a estupidez e a hipocrisia entre a maioria dos “homens de boa fé”, homossexuais continuarão sendo assassinados.
Dr. Rosinha, médico com especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho, é deputado federal (PT-PR). No twitter: @DrRosinha

Participação na Reunião Ordinária do Fórum Intermunicipal Lixo&Cidadania.

Conselheiro da Saúde e Vice Presidente do PT de Maringá, Renato Bariani,  desmente o Prefeito Silvio Barros II, que afirma que o Município de Maringá tem hoje compostagem de 300T/dia!




ISSO NÃO SERÁ PUBLICADO NA IMPRENSA MARROM DE MARINGÁ

O Prefeito Silvio Barros compareceu na Reunião Ordinária do Fórum Intermunicipal Lixo&Cidadania. Além de faltar com a verdade na maioria de suas falas responsabilizou população pelos problemas do lixo e chamou os maringaenses de "PORCOS" e sem consciência ambiental!

Educadamente afirmei ao prefeito que ele cometeu um "lapso de memória" e qu
e não foi ele quem retirou as famílias do "lixão" em 2005. Disse em bom tom que a retirada das famílias do lixão aconteceu no período de 2001 a 2003.

A Professora Maria de Fátima foi mais direta, perdeu a paciência com o descaramento do prefeito e chamou-o de mentiroso.

O Dr. Walter (Aras) cravou uma posição intrigante onde apontou que o custo de uma tonelada PET ( Garrafa de refrigerente) está sendo comercializado a R$1.300,00 e a PMM paga no tratamento desta mesma PET R$70,00 cada tonelada.

Edson Pilatti ponderou a situação de muitas cidades que o próprio municipio realiza a coleta seletiva entregando a mesma nas cooperativas de reciclagem e que em Maringa, são as próprias cooperativas que realizam a coleta seletiva,  bancando inclusive os custos de alguns dos itens de manutenção dos caminhões. Citou como exemplo a cidade de Caxias do Sul que coleta 100% do material reciclável entregando-o nos barracões das cooperativas.

Enfim o Prefeito foi desmoralizado técnicamente, mas nenhum meio de comunicação se fez presente. O que é uma VERGONHA MUNICIPAL!!!

A imprensa local faz da notícia uma mercadoria e a vende à quem der mais.

No Brasil chamam isto de liberdade de imprensa, mas é canalhice pura!!!

Com Cachoeira preso, denuncismo some da capa da Veja

Os Amigos do Presidente Lula
Veja perdeu o ímpeto denuncista após prisão de Carlinhos Cachoeira.
Desde que Carlinhos Cachoeira foi preso, no dia 29 de fevereiro de 2012, na operação Monte Carlo da Polícia Federal, a revista Veja já soltou 6 edições, e nenhuma capa é dedicada a denúncias de corrupção.

Mas há uma pauta abundante neste período envolvendo o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo, tratada, sobretudo, pela revista Carta Capital, mas não só por ela. Até o Jornal Nacional tem se dedicado ao tema.

Parece que a revista Veja ficou acéfala no que entende ser "jornalismo investigativo", depois da prisão de Cachoeira e dos arapongas Jairo Martins e Dadá.

Mais do que acéfala, está dando uma enorme bandeira de que tem muito a esconder sobre as relações entre seu editor-chefe Policarpo Júnior e Carlinhos Cachoeira. Segundo Luis Nassif, Policarpo teria trocado em torno de 200 telefonemas com Cachoeira, no período investigado.

A revista já admitiu, defensivamente, que Policarpo e Cachoeira trocavam figurinhas. A revista diz que seriam relações legítimas entre jornalista e fonte. Mas como explicar a notória má vontade da revista em noticiar o caso, tendo um jornalista tão íntimo com os intestinos da organização criminosa (segundo o Ministério Público)?

A revista Veja, pródiga em divulgar até grampos ilegais, não revela um único diálogo entre o bicheiro e seu editor-chefe

Amigos do MST nos EUA defendem a Reforma Agrária na visita de Dilma

       
9 de abril de 2012
 Da Página do MST
Nesta segunda-feira (09) pela manhã, os Amigos do MST nos EUA junto com outras organizações ambientalistas e de direitos humanos promoveram uma marcha até a Embaixada do Brasil em Washington, DC - dia em que a presidenta Dilma Rousseff visita os EUA – para pressioná-la sobre a atual realidade do campo brasileiro.
Dentre os pontos de reivindicações, encontra-se a denúncia da paralisação da Reforma Agrária e a exigência do assentamento das famílias acampadas, número este que chega a 186 mil famílias.
Justiça ao massacre de Eldorado dos Carajás, em que 21 Sem Terras foram mortos pela Polícia Militar no município de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Passados 16 anos do episódio, nenhum responsável pelo acontecimento foi condenado.
E o veto presidencial ao novo texto do Código Florestal, em trâmite na Câmara dos Deputados, que tem como único objetivo fragilizar a legislação ambiental brasileira.
A marcha de Washington procurou expressar solidariedade aos movimentos sociais e ativistas de direitos humanos e ambientais no Brasil. Além disso, os ativistas também marcharam em memória de mártires que representam a luta camponesa nacional, entre eles a Irmã Dorothy Stang, Chico Mendes, os 21 militantes do MST assassinados em Eldorado dos Carajás, Claudio Zé Ribeiro da Silva e Maria do Espirito Santo.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Cartilha “O Olho do Consumidor”


A cartilha “O Olho do Consumidor” foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas Monsanto obteve uma liminar em mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está “vazio”).
Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, estamos distribuindo eletronicamente a cartilha.






















Se você concorda com esta ideia, continue a distribuição.
Pois bem… Sim, o [
LINK ] está vazio. Fazendo algumas pesquisas descobri o seguinte: [Monsanto esclarece boato de que teria suspenso campanha sobre orgânicos do Ministério da Agricultura ] [ Sobre a Monsanto, o problema com a cartilha "O Olho do Consumidor", e as mentiras que circulam na internet... ]

Bem, não interessa se há ou não “mãos” da Monsanto na estória. O fato é que a cartilha não está mais disponível no site do Ministério da Agricultura.

Quer fazer o download da cartilha? Clique na imagem abaixo:

Estamos fazendo a nossa parte. Faça a sua, compartilhe este [ link ] no Twitter, no Facebook, no Orkut…
Passe a informação correta adiante